Em uma rede de computadores de uma empresa há necessidade que os seus computadores funcionem com o protocolo IPv4 convivendo com o protocolo IPv6. Nesse caso, a técnica de transição, que foi aplicada, indicou que para cada computador desta rede, de forma nativa e simultânea, eles serão configurados com ambos os protocolos. Essa técnica de transição é conhecida como
- A)copia.
Errada, porque “cópia” não é uma técnica reconhecida de transição entre IPv4 e IPv6.
- B)virtual.
Errada, porque “virtual” não descreve a coexistência nativa dos dois protocolos em uma mesma máquina.
- C)tradução.
Errada, porque tradução envolve conversão entre IPv4 e IPv6, não uso simultâneo e nativo dos dois.
- D)pilha dupla.
Certa, porque pilha dupla é exatamente a configuração simultânea de IPv4 e IPv6 no mesmo computador.
- E)túnel privado.
Errada, porque túnel privado é uma forma de encapsulamento, não a ativação nativa dos dois protocolos ao mesmo tempo.
Gabarito: D
Quando uma rede precisa trabalhar com IPv4 e IPv6 ao mesmo tempo, existe uma técnica de transição em que cada computador recebe, de forma nativa, os dois protocolos simultaneamente. Isso evita que a máquina fique “traduzindo” tudo o tempo todo ou dependendo de um caminho intermediário. É como ter duas chaves no mesmo chaveiro: uma para a porta antiga e outra para a nova. Essa técnica é chamada de pilha dupla (dual stack). Na prática, o sistema operacional e a rede passam a suportar os dois endereçamentos, permitindo comunicação tanto com equipamentos IPv4 quanto com IPv6. O próprio modelo de transição IPv4/IPv6 amplamente ensinado em redes destaca essa abordagem como uma das principais soluções de convivência entre os protocolos. Por isso, o gabarito é a letra D. A expressão-chave do enunciado é “de forma nativa e simultânea”, que é exatamente a ideia de pilha dupla: os dois protocolos ativos ao mesmo tempo no mesmo host. Não é túnel, porque tunneling encapsula um protocolo dentro de outro; não é tradução, porque aí haveria conversão entre protocolos; e não é cópia nem virtual, termos que não nomeiam a técnica de transição.