Um gerente de redes de uma grande sociedade empresária verificou que houve erros e falhas no uso do protocolo de roteamento BGP externo utilizado para acesso à internet. Uma forma de reduzir o impacto dessas falhas com BGP externo é
- A)remover a conta padrão do principal servidor de rede.
Errada, porque remover conta padrão de servidor não trata a confiabilidade dos anúncios de rotas BGP na borda da rede.
- B)implantar uma Infraestrutura de chave pública de recursos.
Certa, pois a Infraestrutura de Chave Pública de Recursos ajuda a validar anúncios BGP e reduz o impacto de rotas falsas ou indevidas.
- C)retirar todos os serviços da rede que prescindam de acesso interno à rede.
Errada, porque retirar serviços da rede interna não corrige falhas no protocolo BGP externo nem protege a troca de rotas com a internet.
- D)instalar correções ou patches nos sistemas operacionais de toda a rede interna.
Errada, pois patches em sistemas operacionais são boas práticas gerais, mas não resolvem especificamente os problemas de segurança do eBGP.
- E)adicionar circulação de cabeçalhos com proteção contra phishing de MAC nas mensagens transmitidas.
Errada, porque a alternativa mistura termos sem sentido técnico para BGP e não descreve nenhum mecanismo real de proteção de rotas.
Gabarito: B
O BGP externo, usado para trocar rotas entre sistemas autônomos na internet, é poderoso, mas não é exatamente um exemplo de protocolo que nasceu com muita proteção embutida. Por isso, quando há erros ou falhas no uso do eBGP, uma medida importante para reduzir o impacto é validar se os anúncios de rotas são legítimos. É aí que entra a Infraestrutura de Chave Pública de Recursos, ou RPKI. Ela permite amarrar faixas de IP e números de AS a certificados digitais, ajudando a verificar se um anúncio BGP foi mesmo autorizado pelo dono do recurso. Na prática, isso reduz riscos como sequestro de rotas e propagação de anúncios falsos. Em concurso, a lógica é simples: se o problema é segurança e confiabilidade do roteamento BGP, a resposta costuma passar por mecanismos de autenticação/validação de origem das rotas, e não por medidas genéricas de administração de servidores ou de sistema operacional. O foco aqui é a integridade do anúncio de rota, não a senha do servidor nem patches em máquinas internas. Por isso, o gabarito B está correto: a RPKI reforça a confiança no eBGP ao permitir validar anúncios e mitigar impactos de falhas operacionais ou maliciosas no roteamento. É o tipo de solução que a FGV gosta de cobrar quando mistura redes com segurança, porque o nome é comprido, mas a ideia é bem direta.