A transmissão em tempo real de áudio e vídeo utilizada na Internet está condicionada à variação do tempo de chegada dos pacotes. O protocolo RTP, muito utilizado em aplicações dessa natureza, implementa a funcionalidade de registrar o tempo de reprodução de um pacote, com relação ao pacote anterior. Essa funcionalidade é conhecida como:
- A)jitter;
Errada: jitter é a variação do atraso na chegada dos pacotes, não a marca temporal de reprodução.
- B)tradução;
Errada: tradução não é uma funcionalidade do RTP relacionada ao tempo de reprodução dos pacotes.
- C)timestamp;
Certa: timestamp é o carimbo de tempo usado para registrar a reprodução do pacote em relação ao anterior.
- D)multicasting;
Errada: multicasting é envio para múltiplos destinatários, sem relação com registro temporal de pacotes.
- E)buffer de reprodução.
Errada: buffer de reprodução armazena dados antes da exibição, mas não é o nome da funcionalidade de marca temporal.
Gabarito: C
Em transmissões de áudio e vídeo em tempo real, o grande desafio não é só mandar os pacotes, mas fazer com que eles cheguem a tempo de serem reproduzidos sem engasgos. O RTP (Real-time Transport Protocol) foi criado justamente para ajudar nesse cenário, levando informações úteis para sincronização e controle da mídia em tempo real. Uma das funções do RTP é carregar o carimbo de tempo de reprodução de cada pacote, permitindo ao receptor organizar a ordem e o momento de exibição do conteúdo. Esse carimbo é o timestamp, isto é, a marca temporal associada ao pacote para que o fluxo seja reconstruído corretamente. Não confunda isso com jitter, que é a variação no atraso de chegada dos pacotes. O jitter é o problema que atrapalha a entrega, enquanto o timestamp é um dado usado pelo protocolo para ajudar a reproduzir o conteúdo na sequência certa. Por isso, o gabarito é a letra C. Em termos doutrinários, o RTP é descrito como um protocolo voltado ao transporte de mídia em tempo real, com suporte a sincronização, ordenação e identificação temporal dos pacotes.