analista Débora é responsável por administrar os servidores web da DPE/RS. Débora atualizou a configuração dos servidores a fim de garantir que a comunicação por Hypertext Transfer Protocol Secure (HTTPS) utilize apenas a versão 1.3 do Transport Layer Security (TLS), desativando o suporte a versões anteriores. A atualização feita por Débora visa garantir uma segurança ainda maior nas comunicações por HTTPS, pois Débora sabe que o TLS 1.3 já opera no modo criptografado logo após a mensagem do handshake que determina os parâmetros criptográficos que serão usados na conexão. Sendo assim, a atualização garante que a comunicação por HTTPS entrará no modo criptografado logo após a mensagem do TLS 1.3:
- A)ClientHello;
Errada, porque o ClientHello inicia a negociação, mas ainda não é o ponto em que a comunicação passa para o modo criptografado.
- B)ServerHello;
Certa, porque no TLS 1.3 a partir do ServerHello as mensagens seguintes do handshake já seguem protegidas por criptografia.
- C)CertificateVerify;
Errada, porque CertificateVerify ocorre bem depois do início da proteção do handshake, não é o marco de transição.
- D)CertificateRequest;
Errada, porque CertificateRequest é apenas uma mensagem opcional ligada à solicitação de certificado do cliente, e não define o início da criptografia.
- E)EncryptedExtensions.
Errada, porque EncryptedExtensions já é uma das mensagens que trafegam criptografadas depois do ServerHello, não a mensagem que antecede essa transição.
Gabarito: B
No TLS 1.3, o handshake ficou mais enxuto e mais seguro. A ideia central é que, depois que o servidor responde ao ClientHello com o ServerHello, as partes já conseguem derivar as chaves do handshake e passar a proteger as mensagens seguintes. Em outras palavras: o grosso da conversa depois disso já vai criptografado, o que reduz exposição e melhora a segurança. Antes disso, ClientHello e ServerHello ainda são enviados em claro, porque servem justamente para negociar os parâmetros iniciais da conexão. Mas, a partir do ServerHello, o TLS 1.3 já entra no modo criptografado para as mensagens subsequentes do handshake, como EncryptedExtensions, Certificate, CertificateVerify e Finished. Por isso, o gabarito é a letra B. A questão está cobrando esse ponto clássico do TLS 1.3: ele encurta o processo e começa a proteger os dados do handshake bem mais cedo do que versões anteriores do TLS. Em prova, isso aparece como uma troca entre “mensagem que inicia a negociação” e “mensagem após a qual o tráfego passa a ser criptografado”. Resumo de ouro: no TLS 1.3, o salto para a criptografia acontece logo após o ServerHello, não depois do ClientHello.