Durante anos, o protocolo WPA2 foi considerado seguro. No entanto, pesquisadores conseguiram explorar uma brecha de segurança nesse protocolo, por meio de um ataque conhecido como KRACK. A operação desse tipo de ataque ocorre ao:
- A)capturar a senha utilizada para o acesso à rede WiFi;
Errada, porque o KRACK não depende de capturar a senha do WiFi, e sim de explorar a troca de chaves do WPA2.
- B)forjar uma rede WiFi com o mesmo SSID da rede original;
Errada, porque criar uma rede com o mesmo SSID remete mais a ataque de impostura/evil twin do que ao KRACK.
- C)forçar a reinstalação de uma chave de sessão já utilizada;
Certa, porque o ataque força a reinstalação de uma chave de sessão já usada durante o handshake do WPA2.
- D)impossibilitar o acesso à rede WiFi pelos dispositivos autorizados;
Errada, porque impedir o acesso dos autorizados descreve mais um ataque de negação de serviço do que KRACK.
- E)possibilitar o acesso ao roteador por um dispositivo não autorizado.
Errada, porque o foco do KRACK não é permitir login no roteador por um invasor, mas manipular a instalação da chave na comunicação WiFi.
Gabarito: C
O KRACK (Key Reinstallation Attack) foi uma falha explorada no WPA2 que atacava o chamado 4-way handshake, o processo usado para negociar e confirmar as chaves de criptografia da conexão WiFi. Em vez de “quebrar a senha” do roteador, o ataque aproveitava uma fraqueza no modo como a chave era instalada no cliente, permitindo reutilizá-la de forma indevida. Na prática, o atacante podia induzir a reinstalação de uma chave de sessão já utilizada, o que abria espaço para repetir nonces e, com isso, comprometer a segurança da comunicação. É como se o sistema dissesse: “ok, usa esta chave de novo”, quando justamente isso não deveria acontecer. Por isso, o gabarito é a letra C. O ponto central do KRACK não é descobrir a senha, criar um SSID falso ou derrubar a rede, mas explorar a reinstalação da chave durante a negociação da conexão. Esse ataque mostrou que até protocolos amplamente confiáveis podem ter falhas de implementação ou de lógica no processo de autenticação e criptografia.