O analista Carlos instalou na DPE/RS o roteador IntraRouter. O IntraRouter efetua o roteamento de pacotes entre as redes internas da Defensoria, através do protocolo Open Shortest Path First (OSPF). A fim de orientar o IntraRouter a priorizar o tráfego pelos enlaces com maior largura de banda, Carlos reconfigurou o roteador, atribuindo, para cada enlace, um peso numérico positivo e inversamente proporcional à largura de banda do enlace. A reconfiguração de pesos no IntraRouter, feita por Carlos, devese ao fato de o OSPF ser baseado no algoritmo de:
- A)Dijkstra;
Certa, porque o OSPF é um protocolo de estado de enlace que calcula rotas pelo algoritmo de Dijkstra.
- B)Bellman-Ford;
Errada, porque Bellman-Ford é associado principalmente a protocolos de vetor de distância, como o RIP.
- C)Busca em largura;
Errada, porque busca em largura não é o algoritmo usado para cálculo de rotas no OSPF.
- D)Busca bidirecional;
Errada, porque busca bidirecional é técnica de busca em grafos, não o mecanismo de roteamento do OSPF.
- E)Busca em profundidade.
Errada, porque busca em profundidade não é o algoritmo empregado pelo OSPF para escolher caminhos.
Gabarito: A
O OSPF (Open Shortest Path First) é um protocolo de roteamento dinâmico muito cobrado em concurso porque ele escolhe o melhor caminho com base em custo, e esse custo pode ser ajustado para refletir a largura de banda do enlace. Na prática, quanto maior a largura de banda, menor tende a ser o custo atribuído, então o tráfego prefere os enlaces mais rápidos. Isso explica por que Carlos configurou pesos positivos e inversamente proporcionais à banda: ele estava “ensinando” o roteador a valorizar os links melhores sem precisar adivinhar nada no escuro. O ponto central da questão é que o OSPF é um protocolo de estado de enlace, e protocolos desse tipo usam o algoritmo de Dijkstra para calcular a menor rota a partir da topologia conhecida. O roteador monta uma visão da rede e aplica o algoritmo para encontrar o caminho de menor custo até os destinos. É por isso que a banca costuma associar OSPF diretamente a Dijkstra, quase como dupla inseparável de prova. Já Bellman-Ford aparece mais associado ao RIP, que é um protocolo de vetor de distância. Aqui, porém, a lógica não é contar saltos nem trocar tabelinhas de vizinhança como no RIP, mas sim calcular o menor custo com base na topologia. Em termos doutrinários, isso é a marca clássica dos protocolos link-state, e o OSPF é o exemplo mais famoso deles. Resumo para guardar: OSPF = estado de enlace + custo por enlace + algoritmo de Dijkstra. Então, se a questão fala em pesos para priorizar banda, a leitura correta é que o roteador está trabalhando com menor custo, e o algoritmo por trás disso é o de Dijkstra.