A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) está trocando os cabos Ethernet categoria 5 da rede interna por fibra óptica, de forma a melhorar o throughput. Durante a definição do modelo de fibra usado, levaram-se em conta os tipos de fontes de luz possíveis. Uma delas é o LED (diodo emissor de luz) e a outra, o laser semicondutor. Ele tem propriedades que definem sua utilização. A DPE/RS definiu fazer uso de fibra com laser semicondutor como fonte de luz. Comparando as duas fontes de luz, as características que definiram a escolha da DPE/RS foram:
- A)possuir uma taxa de dados mais baixa e um custo baixo;
Errada: essa descrição combina mais com o LED, que tem menor custo e menor taxa de dados, e não com o laser.
- B)trabalhar com fibra multimodo ou monomodo e possuir vida útil menor;
Certa: o laser semicondutor pode ser usado em fibras multimodo ou monomodo e costuma ter vida útil menor que a do LED.
- C)ser mais sensíveis à temperatura e trabalhar em uma distância mais curta;
Errada: laser não é caracterizado por distância mais curta; ao contrário, ele é usado justamente para enlaces mais longos e de maior desempenho.
- D)trabalhar apenas com fibra multimodo e possuir uma vida útil longa;
Errada: o laser não trabalha apenas com fibra multimodo, e a vida útil longa é mais associada ao LED, não ao laser.
- E)trabalhar com alta taxa de dados e possuir uma vida útil longa.
Errada: alta taxa de dados faz sentido para o laser, mas vida útil longa não; essa segunda parte derruba a alternativa.
Gabarito: B
Quando a prova fala em fibra óptica, ela costuma comparar a fonte de luz: LED ou laser semicondutor. O LED é mais simples e barato, mas entrega menos desempenho, sendo mais comum em soluções de menor taxa de dados e menor alcance. Já o laser semicondutor concentra melhor a luz, permitindo transmissões mais eficientes e aplicações mais exigentes. Na prática de concursos, o laser costuma ser associado a maior desempenho e a uso em enlaces mais robustos, inclusive com fibras multimodo e monomodo, dependendo da tecnologia adotada. Só que essa sofisticação vem com um preço: maior sensibilidade a variações de temperatura e vida útil menor do que a do LED. É o famoso caso do "mais forte, porém mais delicado". Por isso, o gabarito B está correto. Ele traz justamente duas características típicas do laser semicondutor: poder ser usado em fibra multimodo ou monomodo e ter vida útil menor. A ideia central é que o laser oferece melhor desempenho, mas exige mais cuidado e tende a durar menos que o LED. Em resumo: LED é a opção mais econômica e simples; laser é a opção mais performática, porém mais sensível. Em prova, se aparecer comparação entre as duas fontes, pense sempre nessa troca entre custo/robustez e desempenho.