O sistema DefProc permite o acesso aos processos que ficam armazenados na intranet da DPE/RS e será disponibilizado para o público geral na internet. Para isso, o DefProc será hospedado em um servidor em ambiente de DMZ. O analista Lucas, responsável pela implementação do sistema, verificou que as especificações determinam que devem ser usadas duas placas de rede nesse servidor: uma para acesso à intranet e outra para acesso à internet. A utilização dessas duas placas possibilita a:
- A)melhoria de performance, pois permite aumento na velocidade da rede;
Errada, porque duas placas de rede não aumentam a velocidade da rede por si só; o foco aqui é separação de tráfego e não performance.
- B)preservação de integridade, pois garante a checagem dos dados;
Errada, porque integridade depende de mecanismos como hash, assinatura digital e controle de alteração, não da quantidade de interfaces de rede.
- C)manutenção de confidencialidade, pois assegura a encriptação dos dados;
Errada, porque confidencialidade vem de criptografia e controles de acesso, e não do simples uso de duas placas de rede.
- D)segurança adicional, pois inclui uma separação na camada física das redes;
Certa, porque duas interfaces permitem separar fisicamente ou logicamente os acessos à intranet e à internet, aumentando a segurança do ambiente.
- E)garantia de disponibilidade, pois permite redundância no acesso ao servidor.
Errada, porque redundância para disponibilidade normalmente envolve links, fontes ou caminhos alternativos, e não apenas uma interface para cada rede.
Gabarito: D
Quando um servidor em DMZ precisa falar com a internet e com a rede interna, a ideia central é reduzir a exposição e controlar melhor o tráfego. A DMZ funciona como uma zona intermediária: o serviço fica acessível externamente, mas sem ficar diretamente “encaixado” na intranet como se estivesse na mesma sala. Isso ajuda a separar o que é público do que é interno. Nesse cenário, usar duas placas de rede no servidor cria uma separação física/ lógica das conexões: uma interface pode atender a rede externa e a outra a rede interna. Na prática, isso melhora o isolamento entre os ambientes e permite aplicar regras de controle mais rígidas entre eles, o que é um ganho de segurança. Por isso, o gabarito é a letra D. A questão não está falando de encriptação, de integridade dos dados, nem de redundância. Está falando de arquitetura de rede e segregação de tráfego, algo muito comum em segurança de redes e em ambientes com DMZ. Em termos de doutrina de segurança, essa segmentação é uma medida clássica de defesa em profundidade: em vez de deixar tudo no mesmo caminho, você separa os pontos de contato para diminuir o risco de invasão lateral. É o tipo de solução que não faz milagre, mas já tira bastante dor de cabeça do administrador.