O administrador de rede local do Tribunal de Justiça (TJ) está executando um processo licitatório de forma a obter uma consultoria sobre a arquitetura da sua rede. O objetivo do certame é identificar os problemas existentes na arquitetura em uso e o modelo utilizado. A consultoria notou que o modelo da arquitetura não consegue descrever outra pilha de protocolo senão a existente, não faz distinção entre as camadas físicas e de enlace de dados, e não diferencia claramente os conceitos de serviço, interface e protocolo. A consultoria identificou que o modelo de rede do TJ é o:
- A)TCP/IP;
Correta: o TCP/IP é o modelo prático da Internet, não separa física e enlace em camadas distintas e não diferencia de forma tão clara serviço, interface e protocolo.
- B)OSI;
Errada: o OSI é o modelo de referência mais didático e organizado, justamente o oposto das características descritas no enunciado.
- C)bluetooh;
Errada: Bluetooth é uma tecnologia/protocolo de comunicação sem fio, não um modelo de arquitetura de rede.
- D)X.25;
Errada: X.25 é uma tecnologia/protocolo de rede antiga, não um modelo de arquitetura como o TCP/IP ou o OSI.
- E)UDP/IP.
Errada: UDP/IP não é um modelo arquitetural; UDP é um protocolo da camada de transporte dentro da pilha TCP/IP.
Gabarito: A
A pista principal da questão está na descrição do modelo de rede: ele não consegue descrever outra pilha de protocolos além da própria existente, não separa claramente as camadas física e de enlace e também não faz uma distinção muito limpa entre serviço, interface e protocolo. Isso é a cara do modelo TCP/IP, que foi construído a partir da prática da internet e é menos “acadêmico” e mais funcional do que o OSI. No modelo TCP/IP, a arquitetura é mais enxuta e pragmática. Em vez de dividir tudo em sete camadas como no OSI, ele organiza a comunicação em camadas que refletem a pilha realmente usada na Internet, como acesso à rede, internet, transporte e aplicação. Por isso ele descreve uma pilha concreta, e não um modelo genérico para qualquer rede. Outro detalhe clássico: no TCP/IP, a camada de acesso à rede reúne o que, no OSI, aparece separado em física e enlace. É exatamente essa falta de separação que o enunciado apontou. Além disso, o modelo TCP/IP não trabalha com a mesma clareza conceitual do OSI na divisão entre serviço, interface e protocolo. Em prova, quando a banca falar de modelo mais prático, ligado à Internet e com camadas menos “certinhas” que o OSI, pense em TCP/IP. É o modelo da vida real da rede mundial, enquanto o OSI costuma ser o modelo de referência didático.