O site do Tribunal de Justiça está na fase de pré-produção, ou seja, faltam apenas pequenos ajustes para disponibilizá-lo. Durante os últimos testes foi verificado que não estava conseguindo cadastrar o serviço de DNS para o site, pois o tráfego do protocolo UDP estava com alguns problemas. Para que o protocolo funcione corretamente, a equipe de rede deve implementar a funcionalidade de:
- A)envio de uma quantidade de mensagens maior que o TCP;
Errada: o UDP não foi feito para enviar mais mensagens que o TCP, e essa comparação não representa uma funcionalidade do protocolo.
- B)checksum do cabeçalho, dos dados e de um pseudocabeçalho conceituais do IP;
Certa: o UDP usa checksum sobre cabeçalho, dados e pseudo-cabeçalho IP para detectar erros e validar o datagrama.
- C)controle de congestionamento a partir do protocolo de janela deslizante;
Errada: controle de congestionamento por janela deslizante é característica associada ao TCP, não ao UDP.
- D)controle de retransmissão utilizando o jitter em sua verificação;
Errada: jitter é um conceito ligado a variação de atraso em redes, não a um mecanismo de retransmissão do UDP.
- E)controle de fluxo para que não haja a perda de pacotes e que, caso ocorra, solicite a retransmissão.
Errada: controle de fluxo e retransmissão são funções típicas de protocolos confiáveis como o TCP, e não do UDP.
Gabarito: B
O DNS, na prática, costuma usar UDP porque ele é rápido e tem pouca sobrecarga, o que combina bem com consultas curtas e respostas normalmente pequenas. Só que, como o UDP é simples demais, ele não entrega vários recursos que o TCP tem, como controle de fluxo, retransmissão e controle de congestionamento. Por isso, quando a questão fala em “fazer o protocolo funcionar corretamente”, ela costuma apontar para a característica essencial do UDP: a checagem de erro por checksum. No UDP, o checksum não olha só o cabeçalho do próprio UDP e os dados. Ele também usa um pseudo-cabeçalho conceitual do IP, que inclui informações como IP de origem, IP de destino, protocolo e comprimento. Isso ajuda a detectar entrega para o destino errado ou corrupção em partes importantes do datagrama. Em outras palavras: é uma checagem simples, mas bem pensada. É exatamente isso que a alternativa B descreve. A banca quis cobrar essa ideia clássica: no UDP, a integridade da mensagem é verificada por checksum envolvendo cabeçalho, dados e pseudo-cabeçalho do IP. Já as outras alternativas tentam “emprestar” características do TCP ou misturam conceitos que não pertencem ao UDP. Resumo de prova: UDP é leve, sem conexão e sem garantias de entrega; se a questão falar de mecanismo de verificação de erro do UDP, pense em checksum com pseudo-cabeçalho. Isso é conteúdo padrão de doutrina de redes e aparece de forma recorrente em provas de bancas como a FGV.