O Protocolo OSPF Open Shortest Path First é um protocolo aberto (open), pois sua especificação se encontra em um documento de domínio público. Uma de suas características é que, ao utilizá-lo, um roteador não precisa manter uma tabela com todas as rotas possíveis na rede. Essa característica é possível, pois
- A)os roteadores descobrem as rotas dinamicamente por meio do uso de requisições IP ao endereço de broadcast da rede.
Errada, porque o OSPF não descobre rotas por requisições IP em broadcast; ele usa troca de LSAs e cálculo de caminho, não esse mecanismo simplificado.
- B)para redes utilizando o protocolo OSPF, rotas não são necessárias.
Errada, porque em redes OSPF as rotas continuam sendo necessárias; o que muda é que elas são calculadas dinamicamente pelo roteador.
- C)esse protocolo implementa um mecanismo no qual cada roteador indica aos demais somente as rotas cuja distância é menor que a média da rede.
Errada, porque o OSPF não escolhe rotas pela média da rede nem distribui apenas caminhos menores que uma média arbitrária.
- D)cada roteador do sistema autônomo é capaz de gerar as rotas por meio do cálculo do menor caminho em um grafo compartilhado por todos.
Certa, porque cada roteador constrói a topologia compartilhada e calcula o menor caminho com o algoritmo SPF em um grafo comum.
- E)nesse tipo de rede, é responsabilidade dos dispositivos finais conhecer as rotas.
Errada, porque os dispositivos finais não são responsáveis por conhecer as rotas em uma rede OSPF; isso é função dos roteadores.
Gabarito: D
O OSPF é um protocolo de roteamento interno do tipo estado de enlace. Isso significa que cada roteador não precisa ficar decorando todas as rotas prontas da rede como se fosse uma lista de compras infinita. Em vez disso, ele recebe informações sobre a topologia da área, monta uma visão da rede e calcula sozinho o melhor caminho para chegar a cada destino. A lógica do OSPF é bem elegante: os roteadores trocam informações sobre os enlaces, formam uma base de dados de estado de enlace e, a partir dela, cada um executa o algoritmo SPF (Dijkstra) para descobrir os menores caminhos. Ou seja, a rede é tratada como um grafo, e cada roteador faz a conta localmente com base nessa mesma visão compartilhada. Por isso o gabarito é a letra D. O enunciado fala justamente que o roteador não precisa manter uma tabela com todas as rotas possíveis, porque ele consegue gerar as rotas por cálculo, a partir do grafo da topologia. Não é chute, não é broadcast mágico, e muito menos delegar a tarefa aos computadores finais: é engenharia de roteamento, não telepatia de pacote. Em prova, vale lembrar que o OSPF é um protocolo aberto definido em RFCs do IETF, e é clássico em questões de redes por usar o algoritmo de menor caminho e convergência mais rápida do que protocolos baseados em vetor de distância.