A técnica definida nas Request for Comments (RFC) 1631 e 3022 permite que a existência de uma rede internamente um grande conjunto de endereços IPv4 e, externamente, um endereço ou então um pequeno conjunto de endereços se chama
- A)intranet.
Intranet é uma rede privada interna, mas não é a técnica de tradução de endereços descrita no enunciado.
- B)ipconfig.
ipconfig é um comando de sistema para exibir e configurar parâmetros de rede, não um mecanismo de tradução de IP.
- C)Ifconfig.
ifconfig também é um comando de configuração de interfaces de rede, e não a técnica citada nas RFCs.
- D)IPV6.
IPv6 é um protocolo de endereçamento mais amplo, mas não corresponde ao processo de traduzir endereços entre rede interna e externa.
- E)NAT.
Gabarito: E
A questão está falando de NAT, a técnica criada para permitir que vários dispositivos de uma rede interna compartilhem poucos endereços IPv4 públicos na saída para a Internet. Na prática, é como se a rede inteira “falasse” com o mundo usando um endereço só, ou um pequeno conjunto deles, enquanto por dentro cada máquina continua com seu endereço privado. Isso ajuda muito a economizar IPv4, que sempre foi um recurso escasso. As RFCs 1631 e 3022 tratam exatamente desse mecanismo de tradução de endereços. O NAT altera os endereços nos pacotes quando eles saem da rede interna e depois faz o caminho de volta, mantendo o tráfego organizado. Em muitas provas, isso aparece associado à ideia de mascaramento de IP, principalmente no cenário de redes domésticas e corporativas. Por isso, o gabarito é E, porque NAT significa Network Address Translation, isto é, Tradução de Endereços de Rede. A descrição do enunciado bate com o conceito clássico: muitos IPs internos, poucos IPs externos. As demais alternativas não nomeiam essa técnica. Algumas são termos de configuração, outras são conceitos de rede, mas nenhuma corresponde à definição trazida pelas RFCs citadas. Então aqui o segredo é reconhecer a descrição funcional, não o nome mais “bonito” da sigla.