Os endereços IPv4 e o IPv6 não são diretamente compatíveis. O IPv6 não foi projetado para ser uma extensão ou complemento do IPv4, mas substituto, para solucionar o problema do esgotamento de endereços. As técnicas de coexistência de transição de endereçamento podem ser classificadas, segundo sua funcionalidade, como
- A)NAT – pigbacking – túnel.
Errada, porque mistura termos que não correspondem à classificação consagrada das técnicas de transição entre IPv4 e IPv6.
- B)DNS64 – túnel 6over4 – túnel GRE.
Errada, porque DNS64 e 6over4 são mecanismos específicos, mas não formam a tríade clássica de coexistência pedida pela questão.
- C)pilha dupla – tunelamento – tradução.
Certa, porque pilha dupla, tunelamento e tradução são exatamente as três categorias funcionais usadas para classificar as técnicas de transição IPv4/IPv6.
- D)fila simples – brokering32to64 – 464XLAT.
Errada, porque traz nomes que não representam a classificação padrão e ainda inclui expressões sem uso consagrado nesse contexto.
- E)tunelamento – desempacotamento – DNS64.
Errada, porque tunelamento e DNS64 são técnicas reais, mas a lista não corresponde à classificação funcional tradicional cobrada em concurso.
Gabarito: C
IPv4 e IPv6 convivem mal se você tentar tratá-los como se fossem a mesma coisa, porque são protocolos diferentes e o IPv6 surgiu justamente para substituir o IPv4, não para ser um simples “upgrade”. Na transição entre os dois, a doutrina costuma dividir as técnicas de coexistência em três grupos: pilha dupla (os dois protocolos funcionando ao mesmo tempo), tunelamento (um protocolo transportado dentro do outro) e tradução (conversão entre IPv4 e IPv6).