O protocolo WPA3, lançado em 2018, fornece métodos de acesso mais seguros e confiáveis que o WPA2. A atualização visa mitigar as deficiências do tipo
- A)ataques do tipo DoS em WLANs.
Errada, porque WPA3 não foi criado para mitigar ataques de negação de serviço em WLANs, e sim falhas no processo de autenticação do WPA2.
- B)roubo de certificado de autenticação.
Errada, pois WPA3 não trata de roubo de certificado de autenticação, já que esse não é o problema central do WPA2/WPA3 em redes Wi-Fi domésticas ou corporativas comuns.
- C)handshake de quatro vias imperfeito.
Certa, porque o WPA3 corrige a fragilidade do handshake de quatro vias do WPA2, reduzindo a possibilidade de captura e ataque offline à senha.
- D)perda de chaves assimétricas derivadas.
Errada, porque o foco não é perda de chaves assimétricas derivadas, mas sim a vulnerabilidade do mecanismo de autenticação e troca inicial de chaves.
- E)ataques perpetrados por ransomwares.
Errada, pois ransomware é uma ameaça de malware e não a deficiência de protocolo de autenticação que o WPA3 pretende resolver.
Gabarito: C
O WPA3 surgiu para deixar o Wi-Fi menos vulnerável a ataques que exploravam fraquezas de autenticação do WPA2. A principal mudança foi endurecer o processo de entrada na rede, substituindo o antigo esquema de negociação por um mecanismo mais resistente a captura e tentativa de quebra offline de senha. No WPA2, o famoso handshake de quatro vias funcionava, mas tinha um ponto fraco: um invasor podia capturar a troca e tentar descobrir a senha depois, fora da rede, com ataques de dicionário ou força bruta. Era como anotar a conversa e tentar adivinhar a resposta com calma em casa. O WPA3 melhora isso com o SAE (Simultaneous Authentication of Equals), que dificulta esse tipo de ataque. Por isso, o gabarito é a letra C. A atualização do WPA3 visa mitigar as deficiências do handshake de quatro vias do WPA2, que era o ponto mais explorável na autenticação. A ideia central é aumentar a segurança do acesso sem depender de uma senha que possa ser testada offline com facilidade. Em prova, guarde a lógica: se a questão fala em WPA3, pense em correção de falhas de autenticação do WPA2, especialmente no processo de troca de chaves e no risco de captura do handshake. Não é sobre ransomware, nem sobre certificado, nem sobre DoS: é sobre a fragilidade da autenticação sem fio.