Um órgão que lida com muitos documentos sigilosos sinalizou para sua equipe de Tecnologia da Informação (TI) sua preocupação quanto a uma invasão cibernética e roubo desses documentos. Para incrementar a segurança da rede desse órgão, a equipe de TI instalou um equipamento capaz de verificar as conexões TCP em andamento antes de permitir a passagem de um determinado pacote. O equipamento instalado pela equipe de TI utiliza recursos de:
- A)IDS (Intrusion Detection System);
Errada, porque IDS detecta e alerta sobre intrusões, mas não é descrito como um equipamento que decide a passagem de pacotes com base no estado da conexão.
- B)gateway VPN;
Errada, porque gateway VPN serve para criar túneis seguros entre redes ou usuários, não para inspecionar o estado de conexões TCP como critério de liberação.
- C)gateway de aplicação;
Errada, porque gateway de aplicação atua em nível mais alto, intermediando protocolos específicos, e não é a descrição direta de verificação de conexões TCP em andamento.
- D)filtro de pacotes tradicionais;
Errada, porque o filtro de pacotes tradicional analisa pacotes de forma mais simples e geralmente não mantém acompanhamento do estado da conexão.
- E)filtro de estado.
Certa, porque o filtro de estado acompanha as conexões TCP e libera pacotes conforme o estado da sessão.
Gabarito: E
Quando a questão fala em um equipamento que verifica as conexões TCP em andamento antes de permitir a passagem de um pacote, ela está descrevendo um mecanismo que não olha só o pacote isolado, mas também o contexto da comunicação. Esse é o ponto-chave: a rede passa a entender se aquele pacote faz parte de uma conexão já estabelecida, o que aumenta bastante a segurança. Esse comportamento é típico do filtro de estado, também chamado de stateful inspection. Ele mantém uma tabela com o estado das conexões e só libera tráfego que faça sentido dentro desse contexto. Na prática, isso evita que pacotes “soltos” ou fora de sessão entrem como se fossem legítimos. Já o filtro de pacotes tradicional trabalha mais no modo “olha e decide” com base em cabeçalho, sem acompanhar o histórico da conexão. Por isso, ele é menos inteligente do que o filtro de estado. A banca FGV adora essa diferença: se a questão fala em acompanhar conexões TCP em andamento, pense em stateful. Então o gabarito é a letra E. O equipamento usa recursos de inspeção com estado, justamente porque verifica o estado da comunicação antes de permitir o tráfego. É a velha lógica da rede: não basta bater na porta, precisa provar que você foi convidado.