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Infraestrutura de TI / Redes · FGV · 2022

Questão comentada de Infraestrutura de TI / Redes

A equipe de TI de um órgão público está implementando um sistema de voz e vídeo para comunicação interna entre seus diversos setores, localizados em distintos edifícios. Com o objetivo de reduzir custos, foi definida a utilização de um sistema de comunicação de voz e vídeo por IP. Entretanto, identificou-se um problema comum dessa tecnologia usada nesse sistema: a latência. A baixa latência é necessária para uma conversa bidirecional de qualidade. Logo, esses sistemas de comunicação precisam ser projetados com um conjunto de possibilidades para minimizar a latência. Para assegurar a redução de latência em um sistema de voz e vídeo por IP, deve ser implementado(a):

Gabarito: E

Quando falamos de voz e vídeo por IP, o grande vilão costuma ser a latência, porque uma conversa em tempo real não tolera aqueles atrasos que fazem a pessoa parecer que está falando do fundo de um túnel. Nessa situação, não basta a rede “funcionar”; ela precisa priorizar o tráfego mais sensível ao tempo, como voz e vídeo, para reduzir atraso, jitter e perda de pacotes. É exatamente aí que entra a QoS (Quality of Service), que permite classificar, marcar e tratar os pacotes de forma diferente conforme a necessidade do serviço. A ideia central é simples: nem todo pacote tem a mesma urgência. Um arquivo baixado pode esperar um pouco, mas uma chamada de voz não pode. Por isso, em redes corporativas, a QoS na camada de rede costuma usar mecanismos de priorização e classificação de tráfego, como filas diferenciadas e marcação de pacotes em classes de serviço, para garantir melhor desempenho aos fluxos sensíveis a atraso. O gabarito está na letra E porque ela descreve justamente esse tratamento diferenciado: a implementação de QoS para que os pacotes sejam marcados e recebam prioridades distintas. Isso é o caminho clássico para reduzir latência em voz sobre IP e vídeo sobre IP. Em termos doutrinários, QoS é o conjunto de técnicas para controlar parâmetros como latência, jitter, perda e banda, especialmente em aplicações em tempo real. Já usar TCP não é a saída ideal para voz e vídeo, porque a confiabilidade extra vem com retransmissões e maior atraso. Também não basta dizer que UDP “acelera”: ele ajuda por ter menos overhead, mas, sozinho, não resolve o problema de priorização. Em resumo, para comunicação em tempo real, a rede precisa ser inteligente, não só rápida.

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