A arquitetura e os protocolos da Internet para suporte de mobilidade são conhecidos como IP móvel. O padrão IP móvel consiste em três partes principais. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir. I. Descoberta de agente. O IP móvel define os protocolos utilizados por um agente nativo ou por um agente externo para anunciar seus serviços a nós móveis e protocolos para que os nós móveis solicitem os serviços de um agente externo ou nativo. II. Registro no agente nativo. O IP móvel define os protocolos usados pelo nó móvel e/ou agente externo para registrar e anular os registros de endereço administrado no agente local de um nó móvel. III. Roteamento direto de datagramas. O padrão também define a maneira pela qual datagramas são diretamente direcionados para nós móveis por um agente nativo, incluindo regras para endereçar datagramas, regras para manipular condições de erro e diversas formas de encapsulamento. Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
A afirmativa I descreve o processo de descoberta de agentes no Mobile IP, no qual agentes anunciam serviços e o nó móvel pode solicitá-los para saber como proceder na rede. Esse mecanismo realmente integra a arquitetura do padrão, pois serve para localizar home agent e foreign agent e entender quais facilidades estão disponíveis. A falha da alternativa é que ela fica incompleta, já que a afirmativa II também corresponde a uma parte válida do Mobile IP.
- B)II, somente.
A afirmativa II trata do registro do nó móvel no home agent, com a atualização do care-of address e a possibilidade de cancelamento desse registro quando a mobilidade muda. Isso corresponde ao componente de registration do Mobile IP, que mantém o vínculo entre o endereço permanente do móvel e o endereço de cuidado. Mesmo assim, a alternativa não se sustenta sozinha, porque a descoberta de agentes da afirmativa I também faz parte do padrão.
- C)III, somente.
A afirmativa III tenta explicar a entrega de datagramas ao nó móvel, mas erra ao falar em roteamento direto como se o pacote fosse simplesmente enviado ao destino. No Mobile IP, o home agent intercepta o tráfego e o encaminha por tunelamento e encapsulamento até o care-of address, com regras próprias para endereçamento e tratamento de falhas. Como a descrição altera a lógica real da terceira etapa, o conteúdo não corresponde ao padrão.
- D)I e II, somente.
A afirmativa I está de acordo com a descoberta de agentes, que usa anúncios e solicitações para informar ao nó móvel quais agentes e serviços estão disponíveis. A afirmativa II também está certa ao descrever o registro do nó móvel no home agent, com a associação entre endereço permanente e care-of address. Esse é o conjunto que completa os dois primeiros componentes clássicos do Mobile IP; a terceira parte não é roteamento direto, mas tunelamento e encapsulamento.
- E)II e III, somente.
A afirmativa II acerta ao abordar o registro do nó móvel no home agent, com cadastro e eventual anulação do care-of address. Já a afirmativa III desvia do padrão ao sugerir roteamento direto, quando o Mobile IP usa tunelamento e encapsulamento para levar o datagrama ao nó móvel. Além disso, a descoberta de agentes da afirmativa I também integra as partes principais do protocolo, então o conjunto proposto fica incompleto e conceitualmente incorreto.
Gabarito: D
O IP móvel foi criado para permitir que um dispositivo continue alcançável mesmo mudando de rede. Em vez de “sumir” quando sai da sua rede de origem, ele passa a usar um agente na rede visitante e, quando necessário, um agente nativo (home agent) na rede de origem para manter o tráfego funcionando. A primeira parte do padrão é a descoberta de agente: o nó móvel precisa saber se há um agente disponível e quais serviços ele oferece. A segunda é o registro: o nó móvel informa onde está agora, para que o agente nativo saiba para onde encaminhar os pacotes. É aqui que entra a ideia de endereço de cuidado (care-of address), que representa a localização atual do nó móvel. Por isso, as afirmativas I e II estão corretas. Elas descrevem exatamente os mecanismos básicos de anúncio, descoberta e registro usados no Mobile IP. Já a terceira afirmativa escorrega ao falar em “roteamento direto de datagramas” como se o envio fosse simples e direto ao nó móvel; na prática, o padrão trabalha com encaminhamento via agente nativo e encapsulamento/túnel até o endereço de cuidado. Ou seja, o coração da coisa é mais “entrega indireta com túnel” do que “roteamento direto”. Então, o gabarito D faz sentido: I e II estão certas, e III foge da definição técnica do Mobile IP. Se você lembrar de descoberta, registro e tunelamento, já matou a questão.