Caio, administrador de redes, está enfrentando um problema de congestionamento da rede local. Após algumas verificações, Caio percebeu que, conforme os programas internos são executados e se comunicam em rede, há uma grande quantidade de pacotes de dados trafegando pela rede, e constatou a necessidade de um acompanhamento melhor dessas atividades por meio de um sistema de monitoramento, sem adição de mais pacotes à rede. A metodologia que Caio pode implementar de forma a atender às necessidades de monitoramento, sem aumento de tráfego, é um monitoramento:
- A)híbrido de rede com aplicações baseadas em protocolo de mensagens de controle da Internet (ICMP) que medem o tempo de resposta da rede ou descobrem informações sobre a topologia existente e outras que acompanham o tráfego de pacotes;
Errada, porque mistura monitoramento híbrido com ICMP e captura de tráfego, mas ICMP e consultas de topologia geram tráfego adicional, então não atende à exigência de não aumentar pacotes na rede.
- B)diligente de rede com a ferramenta dummynet que intercepta a comunicação entre o protocolo a ser testado e a aplicação do usuário, com o intuito de monitorar o comportamento da aplicação;
Errada, porque descreve uma ferramenta de teste/interceptação voltada a simulação ou observação da comunicação da aplicação, e não um monitoramento passivo clássico sem tráfego extra.
- C)ativo chamado trem de pacotes que envia uma série de pacotes com um atraso pequeno e fixo entre eles, enquanto um receptor registra o momento em que cada pacote chega e usa a sequência de tempos para calcular as diferenças de atraso entre eles;
Errada, porque o envio de pacotes de teste com intervalo fixo caracteriza monitoramento ativo, já que cria tráfego adicional para medir atraso e jitter.
- D)ativo baseado no tracert que permite que se determine o caminho que um pacote percorre para chegar a um destino a partir de uma origem, retornando a sequência de saltos que o pacote atravessou;
Errada, porque tracert/traceroute é um recurso ativo que envia pacotes para descobrir o caminho até o destino, logo aumenta o tráfego na rede.
- E)passivo baseado na instalação de um roteador que implemente o NetFlow que exibe estatisticamente pacotes de acordo com parâmetros estabelecidos pelo administrador de rede.
Certa, porque o NetFlow faz monitoramento passivo por meio da coleta de estatísticas dos fluxos já existentes, sem precisar injetar novos pacotes na rede.
Gabarito: E
Quando a rede começa a sofrer com congestionamento, o administrador precisa enxergar o que está acontecendo sem piorar o problema. A grande sacada aqui é separar monitoramento ativo de monitoramento passivo. No ativo, você injeta tráfego na rede para medir algo, como latência, rota ou perda. No passivo, você observa o tráfego que já existe, sem adicionar novos pacotes ao ambiente. É exatamente aí que entra o NetFlow. Essa tecnologia, implementada em roteadores e outros equipamentos de rede, coleta metadados sobre os fluxos de tráfego, como origem, destino, portas, protocolo e volume de dados. Ou seja, você não precisa ficar disparando pacotes de teste o tempo todo. A rede continua a mesma, mas o administrador ganha uma visão estatística muito útil para identificar gargalos, aplicações mais pesadas e padrões de consumo. Por isso o gabarito é a alternativa E: ela descreve um monitoramento passivo baseado em NetFlow, que observa e registra fluxos já existentes, sem aumento relevante de tráfego. Em provas, a banca gosta de explorar essa diferença: se a solução cria pacotes de teste, tende a ser ativa; se apenas analisa o que já circula, é passiva. Em resumo: se a ideia é monitorar sem adicionar mais pacotes à rede, pense em técnicas passivas e em ferramentas como NetFlow. É o tipo de solução que ajuda o administrador a parar de apagar incêndio no escuro e começar a ver o mapa do caos.