O protocolo de roteamento dinâmico OSPF (Open Shortest Path First) é utilizado amplamente para roteamento intra-AS na internet, sendo comumente disponibilizado em ISPs de níveis mais altos. As especificações do protocolo estão disponíveis ao público e a versão 2 está definida na RFC 2178. A sede central do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) fica localizada no município de Porto Velho e o órgão possui unidades de apoio sediadas em outros municípios do estado. Um servidor de tecnologia, lotado na unidade sede, precisa criar uma rede de comunicação entre essas unidades que seja altamente eficiente e capaz de se adaptar a falhas sem causar grandes interrupções no serviço. Após verificar que todas as unidades possuem um conjunto de roteadores próprios, o profissional optou por implantar o protocolo OSPF para atender à demanda. Sobre o protocolo em questão, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Impõe uma política para o modo como são determinados os pesos dos enlaces.
Errada, porque o OSPF não impõe uma política única para os custos dos enlaces; esses valores são configuráveis pelo administrador da rede.
- B)Foi concebido como sucessor do RIP, possuindo uma série de características avançadas.
Certa, pois o OSPF foi concebido como uma alternativa mais avançada ao RIP, com melhor escalabilidade e desempenho.
- C)Com o protocolo um roteador constrói um mapa topológico completo de todo o sistema autônomo.
Certa, porque cada roteador OSPF mantém uma visão topológica completa da área para calcular rotas com mais precisão.
- D)Um roteador transmite informações de roteamento a todos os outros roteadores no sistema autônomo e não apenas a seus roteadores vizinhos.
Certa, já que o OSPF dissemina informações de roteamento para os roteadores do sistema autônomo, e não só para vizinhos imediatos como em protocolos menos sofisticados.
- E)O roteador roda localmente o algoritmo do caminho mais curto de Dijkstra para determinar uma árvore de caminho mais curto para todas as sub-redes, sendo ele próprio o nó raiz.
Certa, pois o OSPF usa o algoritmo de Dijkstra localmente para construir a árvore de menor caminho a partir do próprio roteador.
Gabarito: A
O OSPF é um protocolo de roteamento dinâmico do tipo link-state, muito usado dentro de um mesmo sistema autônomo (intra-AS). Ele foi criado para ser mais eficiente e escalável que protocolos mais simples, como o RIP, especialmente quando a rede cresce e você não quer o roteador “batendo cabeça” a cada mudança pequena. A lógica do OSPF é bem elegante: cada roteador troca informações de estado de enlace com seus vizinhos, monta uma visão completa da topologia da área e, com isso, calcula localmente as melhores rotas. Para fazer esse cálculo, ele usa o algoritmo de Dijkstra, montando a árvore de menor caminho com ele como raiz. Ou seja, ele não depende de “adivinhação”, mas de um mapa interno bem detalhado. Agora vem o ponto-chave da questão: o OSPF não impõe uma regra fixa para definir os pesos dos enlaces. Esses custos são configuráveis e podem variar conforme a política administrativa da rede, normalmente levando em conta banda, desempenho e critérios definidos pelo administrador. Então, afirmar que o protocolo impõe uma política única para determinar esses pesos está incorreto. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais descrevem características típicas do OSPF: substituição evolutiva do RIP, construção de mapa topológico completo, divulgação de informações aos roteadores do sistema autônomo e uso do algoritmo de Dijkstra. Em redes, o detalhe costuma morar justamente no custo do enlace, e foi ali que a banca colocou a armadilha.