“Neste algoritmo, os dados são codificados em blocos de 64 bits usando uma chave de 56 bits. O algoritmo transforma a entrada de 64 bits em uma série de etapas em uma saída de 64 bits. As mesmas etapas, com a mesma chave, são empregadas para reverter a criptografia. Uma de suas desvantagens é que pode ser decifrado com a técnica de força bruta.” As informações se referem ao seguinte tipo algoritmo de criptografia:
- A)DES.
Correta, pois o DES usa blocos de 64 bits, chave de 56 bits e é vulnerável a força bruta.
- B)AES.
Errada, porque o AES trabalha com blocos de 128 bits e chaves maiores, não com 64/56 bits.
- C)RSA.
Errada, pois o RSA é um algoritmo assimétrico, não um cifrador de bloco com essa estrutura.
- D)IDEA.
Errada, porque o IDEA não corresponde ao padrão descrito de bloco de 64 bits com chave de 56 bits.
- E)Camellia.
Errada, pois o Camellia é um algoritmo moderno de bloco, com características diferentes das citadas no enunciado.
Gabarito: A
A questão descreve um algoritmo clássico de criptografia simétrica em bloco: ele trabalha com blocos de 64 bits e usa chave de 56 bits. Isso é praticamente a “assinatura” do DES (Data Encryption Standard), um dos cifradores mais famosos da história da segurança da informação. Ele faz a transformação dos dados em etapas sucessivas e, com a mesma chave, consegue reverter o processo na descriptografia. O ponto importante aqui é que o DES foi muito usado no passado, mas hoje é considerado fraco para padrões modernos, principalmente porque seu tamanho de chave é pequeno. Com 56 bits, ele virou alvo fácil para ataque de força bruta, isto é, testar combinações até achar a chave correta. Em prova, quando aparecer bloco de 64 bits + chave de 56 bits + vulnerável a brute force, pense imediatamente em DES. Já o AES é mais moderno e seguro, com blocos de 128 bits e chaves de 128, 192 ou 256 bits. RSA não é cifrador simétrico de bloco como o enunciado sugere, pois é assimétrico. Então, o gabarito A está correto porque a descrição bate exatamente com o DES.