Segundo o autor Felipe Nery Rodrigues, em seu livro “Segurança da Informação – Princípios e Controle de Ameaças”, ao utilizar notebooks e outros dispositivos móveis (tablets, smartphones) em redes sem fio (Wi-Fi) de locais públicos, como aeroportos, bares e restaurantes, para dificultar o trabalho de pessoas mal-intencionadas que porventura desejarem capturar os dados que transmitimos, devemos
- A)utilizar um serviço de proxy.
Errada, porque proxy não garante, por si só, a proteção dos dados contra captura em Wi-Fi público.
- B)nos certificar de que o endereço da página acessada no navegador começa com “HTTPS”, em vez de “HTTP”.
Certa, porque HTTPS indica comunicação criptografada entre navegador e site, dificultando a interceptação dos dados.
- C)nos certificar de que a rede Wi-Fi possua uma chave de acesso.
Errada, porque uma chave de acesso na rede não impede necessariamente a captura de tráfego nem substitui criptografia na aplicação.
- D)nos certificar de que a rede Wi-Fi não opere em frequências de rádio públicas.
Errada, porque a frequência de rádio não é o ponto de segurança relevante para evitar a interceptação de dados.
- E)nos certificar de que a rede Wi-Fi utilize o padrão WEP (Wired Equivalent Privacy).
Errada, porque WEP é um padrão antigo e vulnerável, não sendo uma medida adequada de proteção.
Gabarito: B
A ideia da questão é proteger a comunicação quando voce usa uma rede Wi-Fi pública, que costuma ser mais suscetível a interceptação. Em ambientes assim, o cuidado principal não é só estar conectado, mas saber se os dados estão sendo transmitidos de forma criptografada. Se a página acessada começa com HTTPS, isso indica que a conexão entre o navegador e o site está protegida por TLS/SSL, reduzindo muito a chance de alguém bisbilhotar o conteúdo trafegado. Isso não significa que a rede pública vire um paraíso da segurança, porque o risco continua existindo na própria rede, mas o HTTPS cria uma camada de proteção na comunicação com o site. Em termos práticos, é como fechar a porta do quarto mesmo estando em um lugar movimentado: não resolve tudo, mas ajuda bastante. Por isso, em hotspots públicos, verificar o HTTPS é uma medida correta e clássica de segurança. As demais alternativas tentam soar prudentes, mas não resolvem o problema central da captura de dados na transmissão. Ter senha no Wi-Fi, por exemplo, não garante proteção real se a rede for pública ou mal configurada, e WEP é um protocolo antigo e fraco, já superado há muito tempo. A doutrina de segurança da informação costuma enfatizar exatamente isso: confidencialidade depende de criptografia adequada, e não apenas de acesso restrito à rede. Então, o gabarito B está correto porque o navegador indicar HTTPS é um sinal de comunicação protegida, o que dificulta a leitura dos dados por terceiros mal-intencionados em redes públicas.