Existem diferentes tipos de ataques cibernéticos dos quais os criminosos podem se beneficiar. O termo que descreve a prática de um atacante interceptar e alterar a comunicação entre duas partes sem que as vítimas percebam denomina-se
- A)ataque de força bruta.
Errada, porque ataque de força bruta tenta descobrir credenciais por repetidas tentativas, e não interceptar comunicações.
- B)ataque de injeção.
Errada, porque ataque de injeção consiste em inserir conteúdo malicioso em sistemas ou aplicações, como SQL injection, e não em ficar no meio da troca de mensagens.
- C)ataque de intermediário.
Certa, porque descreve exatamente o atacante que intercepta e altera a comunicação entre duas partes sem ser percebido.
- D)ataque de negação de serviço.
Errada, porque negação de serviço busca indisponibilizar um serviço, sobrecarregando-o, e não espionar ou modificar o tráfego entre vítimas.
Gabarito: C
A questão trata de um ataque em que o criminoso se coloca no meio da comunicação entre duas partes, como se fosse um mensageiro falso. Ele intercepta os dados, pode ler o conteúdo e até alterá-lo antes de repassar, tudo isso sem que as vítimas percebam. Esse tipo de ataque é conhecido como ataque de intermediário, também chamado de man-in-the-middle, termo bem comum em segurança da informação. Na prática, isso pode acontecer em redes Wi-Fi falsas, sites sem proteção adequada ou comunicações mal protegidas. O perigo maior é justamente a invisibilidade: as partes acreditam que estão falando diretamente uma com a outra, quando na verdade há alguém espionando e manipulando o tráfego no caminho. O gabarito é a letra C porque descreve exatamente a interceptação e alteração da comunicação entre dois pontos. Em termos doutrinários, esse é o clássico cenário de interceptação ativa, pois o atacante não só observa, mas também interfere na troca de mensagens. Para não confundir: força bruta tenta adivinhar senha, injeção explora entrada de dados para inserir comandos, e negação de serviço tenta derrubar ou indisponibilizar o sistema. Aqui, o foco não é derrubar nem adivinhar, é se passar pelo intermediário da conversa.