Uma instituição pública deseja adotar um modelo de computação em nuvem que permita aos usuários finais acessarem aplicativos diretamente por meio de um navegador web, sem a necessidade de instalação local ou gerenciamento da infraestrutura subjacente. A equipe de tecnologia da informação da instituição decidiu optar pela arquitetura Saas (Software as a Service), pois ela
- A)fornece infraestrutura sob demanda, permitindo ao usuário gerenciar sistemas operacionais e aplicações implantadas.
Errada, porque descreve IaaS, em que o usuário recebe infraestrutura e ainda administra sistema operacional e aplicações.
- B)isenta de forma geral o usuário dos encargos de gerenciamento e controle subjacente da nuvem, com possível exceção de algumas configurações específicas do usuário.
Certa, pois no SaaS o provedor cuida da maior parte da nuvem e o usuário apenas utiliza o aplicativo, com eventuais configurações próprias.
- C)oferece a possibilidade de implantação de aplicações do consumidor por meio de linguagens de programação e ferramentas disponibilizadas pelo servidor.
Errada, porque isso caracteriza PaaS, que oferece ambiente e ferramentas para desenvolvimento e implantação de aplicações.
- D)permite o armazenamento e gerenciamento de bancos de dados na infraestrutura física do provedor de nuvem, segundo o modelo “pay-as-you-go”.
Errada, pois trata de serviço de banco de dados gerenciado, não da entrega de software pronto ao usuário final.
- E)possibilita a desenvolvedores o provisionamento de seus próprios servidores pela virtualização e desenvolvimento nativo com blocos de construção.
Errada, porque remete a PaaS ou soluções de desenvolvimento na nuvem, voltadas a programadores, e não ao uso direto de aplicativos prontos.
Gabarito: B
Na computação em nuvem, é essencial lembrar o que cada modelo entrega para o usuário. No SaaS (Software as a Service), a ideia é simples: o usuário acessa o software pronto, normalmente pelo navegador, sem instalar nada e sem se preocupar com servidor, sistema operacional, banco de dados ou manutenção da infraestrutura. Pense em algo como um serviço já montado e servido na mesa: você usa, não precisa montar a cozinha. Por isso, no SaaS, o provedor assume praticamente tudo o que está “por baixo do capô”. O usuário pode até configurar preferências dentro do aplicativo, mas não gerencia a infraestrutura subjacente. Esse é exatamente o ponto central cobrado na questão: acesso direto ao aplicativo, via web, com pouca ou nenhuma responsabilidade do cliente sobre a estrutura técnica. A alternativa B está correta porque descreve justamente essa lógica: o usuário fica, de modo geral, isento do gerenciamento e controle da nuvem, salvo algumas configurações específicas do próprio usuário. Isso está alinhado ao conceito amplamente aceito em materiais de referência, como o modelo NIST de computação em nuvem, em que o SaaS entrega a aplicação pronta ao consumidor. As demais alternativas misturam SaaS com outros modelos. IaaS fala em infraestrutura; PaaS fala em plataforma para desenvolver e implantar aplicações; banco de dados gerenciado lembra serviços mais específicos como DBaaS, que não definem o SaaS em si. Ou seja: se a questão fala em aplicativo pronto no navegador, sem dor de cabeça técnica, acenda o alerta de SaaS.