O Departamento de Segurança da Informação do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) recebeu muitos chamados com relação à incidência de spam. Com isso, o Departamento de Segurança implementou um Antispam em 3 linhas de defesa. Para a configuração da primeira linha de defesa, faz-se uma lista de bloqueios temporários em tempo real. O princípio de funcionamento é o de rejeitar a primeira conexão de um cliente remoto e esperar um determinado tempo antes de liberar o recebimento da mensagem na conexão seguinte. A técnica utilizada para o Antispam foi:
- A)domain name service blacklist;
Errada: DNSBL é uma lista de reputação para bloquear domínios ou IPs conhecidos por enviar spam, não uma técnica de rejeição temporária na primeira tentativa.
- B)filtragem interna dos servidores SMTP;
Errada: filtragem interna dos servidores SMTP é um conceito genérico de filtro, mas não descreve o mecanismo específico de rejeitar e aguardar nova conexão.
- C)verificação da consistência do DNS reverso;
Errada: a verificação da consistência do DNS reverso serve para checar se o IP tem PTR coerente, e não para aplicar bloqueio temporário em tempo real.
- D)verificação das strings do DNS reverso;
Errada: a verificação das strings do DNS reverso não corresponde ao comportamento descrito no enunciado e não é a técnica clássica de antispam apresentada.
- E)técnica de GrayListing.
Certa: GrayListing rejeita a primeira tentativa de conexão e libera o recebimento se o remetente tentar novamente após um intervalo.
Gabarito: E
Quando um servidor de e-mail sofre com spam, ele pode usar uma defesa em camadas para reduzir o lixo eletrônico sem travar tudo de cara. A técnica descrita no enunciado faz exatamente isso: na primeira tentativa de contato, o servidor rejeita temporariamente a conexão e observa se o remetente insiste depois de um intervalo. Isso é típico de GrayListing, uma estratégia bem conhecida em antispam que explora o comportamento de muitos robôs de envio, que não voltam a tentar o envio da mensagem. A lógica é simples e elegante: remetentes legítimos costumam tentar novamente, porque seguem os protocolos SMTP e reenviam quando recebem uma falha temporária. Já muitos spams são disparados em massa por sistemas mais simples, que não fazem nova tentativa. Assim, o servidor ganha uma triagem automática sem precisar analisar o conteúdo da mensagem logo de início. Por isso, o gabarito é a letra E. O próprio enunciado entrega os sinais clássicos do GrayListing: bloqueio temporário em tempo real, rejeição da primeira conexão e liberação posterior na conexão seguinte. Em outras palavras, o servidor faz o spam bater na porta de novo para provar que merece entrar. As outras opções falam de mecanismos diferentes, ligados a listas de reputação, validação de DNS ou filtros internos, mas nenhuma descreve esse comportamento de espera e nova tentativa. Em provas de concurso, sempre que aparecer a ideia de "rejeitar primeiro, aceitar depois se houver retry", pense em GrayListing.