Durante uma verificação de rotina, a Divisão de Segurança da Informação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE SP) identificou um ataque por vírus e que este estava ocorrendo e efetuando o apagamento de arquivos no servidor. Em virtude da forma de backup utilizada, notou-se também que os mesmos arquivos também eram apagados no backup. Logo, o TCE SP decidiu trocar o tipo de backup usado pelo backup em nuvem. O tipo de backup executado pelo TCE SP, antes da implementação do backup em nuvem, é o backup:
- A)completo;
Errada: o backup completo cria uma cópia integral, mas não apaga automaticamente os arquivos da cópia quando eles somem da origem.
- B)incremental;
Errada: o incremental salva só as mudanças desde o último backup, mas não implica espelhamento nem exclusão simultânea do conteúdo.
- C)diferencial;
Errada: o diferencial guarda as alterações desde o último backup completo, porém continua sendo uma cópia histórica, não uma sincronização espelhada.
- D)espelhado;
Certa: o backup espelhado replica o estado do servidor, inclusive exclusões, exatamente como descrito no enunciado.
- E)local.
Errada: 'local' indica apenas onde o backup é armazenado, não um tipo de backup com comportamento de espelhamento.
Gabarito: D
A questão está trabalhando a diferença entre tipos de backup e, principalmente, a ideia de espelhamento. No backup espelhado, a cópia fica em sincronia com a origem: se um arquivo é apagado no servidor, essa exclusão tende a ser replicada para o conjunto espelhado. Por isso o enunciado diz que os arquivos também sumiam do backup - isso é a cara de espelhamento, não de cópia histórica. Já no backup completo, incremental ou diferencial, a lógica é guardar versões para restauração futura, justamente para sobreviver a falhas, corrupção ou exclusões acidentais. Se o backup também estava sendo apagado junto com a origem, o problema não era de “frequência” da cópia, mas da forma de sincronização do armazenamento. Na prática, espelhamento é útil para alta disponibilidade, mas não substitui backup tradicional, porque ele reproduz mudanças e também erros, inclusive exclusões e ataques. É por isso que a migração para backup em nuvem faz sentido: normalmente se busca uma cópia separada, com retenção e proteção contra alterações no ambiente principal. Em termos de prova, o gabarito D é correto porque o enunciado descreve exatamente um backup que replica o estado atual do servidor, inclusive o apagamento dos arquivos. Em resumo: se o dado morreu no original e morreu no backup também, você está olhando para uma cópia espelhada, não para um backup com histórico.