Hackers mal-intencionados costumam enviar e-mails com links para download de cartões virtuais animados, protetores de tela, entre outros tipos de programas que quando são explicitamente executados, além de executar as funções para as quais foram aparentemente projetados, também executam outras ações, normalmente ilícitas, e sem o conhecimento do usuário. Esse tipo de código malicioso, que se disfarça de software legítimo para executar ações danosas ao computador do usuário, é um
- A)botnet.
Botnet é uma rede de computadores infectados e controlados remotamente, não um software disfarçado para enganar o usuário.
- B)cookie.
Cookie é um pequeno arquivo de dados usado por sites para armazenar informações da navegação, sem ser um código malicioso por natureza.
- C)hardlock.
Hardlock é um dispositivo ou mecanismo de proteção/licenciamento, ligado a controle de acesso, e não um malware disfarçado.
- D)spam.
Spam é o envio em massa de mensagens indesejadas, geralmente e-mails, mas não o programa malicioso descrito no enunciado.
- E)trojan.
Trojan é o código malicioso que se disfarça de software legítimo para, ao ser executado, realizar ações ocultas e danosas.
Gabarito: E
O enunciado descreve um programa que parece legítimo, mas que, quando o usuário o executa, faz também uma ação escondida e prejudicial. Isso é a cara de um trojan, ou cavalo de Troia: o arquivo vem disfarçado de algo útil ou atraente, mas traz uma função maliciosa embutida. Na prática, esse tipo de ameaça costuma chegar por e-mail, mensagem ou download “imperdível”, com nome chamativo para enganar a vítima. A chave aqui é a ideia de disfarce: o usuário acha que está abrindo um cartão virtual, um protetor de tela ou outro software inocente, mas acaba liberando o código malicioso. Não confunda com vírus, worm ou ransomware em provas desse tipo. A banca quer que você perceba o mecanismo: o malware depende da execução pelo usuário e se apresenta como software legítimo. Em doutrina de segurança da informação, o trojan é justamente o código que se oculta em aparência benigna para executar ações não autorizadas. Por isso o gabarito é a letra E. As demais alternativas tratam de conceitos diferentes de segurança e internet, mas nenhuma descreve esse disfarce de programa aparentemente útil que, ao ser executado, age maliciosamente.