Um cibercriminoso liga para números aleatórios de uma sociedade empresária, passando-se por alguém do setor de suporte técnico. Uma dessas investidas telefônicas alcança Carlos, um colaborador recém-contratado que está com um problema legítimo em seu computador. O cibercriminoso oferece ajuda e, agradecido por alguém do suporte técnico estar ligando para ajudá-lo, Carlos compartilha informações sensíveis, como senhas e dados de cadastro, em troca de resolver o seu problema. Carlos foi vítima de um ataque de engenharia social denominado
- A)baiting.
Baiting é usar uma isca, como mídia infectada ou oferta tentadora, para fazer a vítima agir por curiosidade ou ganância, o que não é o caso aqui.
- B)dumpster diving.
Dumpster diving é vasculhar lixo físico ou digital atrás de informações descartadas, então não envolve ligação telefônica nem troca de favores.
- C)quid pro quo.
Correta: há uma oferta de ajuda em troca de informações sensíveis, caracterizando a troca típica do quid pro quo.
- D)smishing.
Smishing é phishing por SMS, isto é, golpe via mensagem de texto, e não por ligação telefônica de falso suporte.
- E)tailgating.
Tailgating é entrar em local restrito aproveitando a passagem de outra pessoa, algo ligado a acesso físico e não a contato telefônico.
Gabarito: C
Aqui a ideia central é simples: o golpe explora confiança e troca de favores. O criminoso se faz passar por suporte técnico, cria um cenário crível e oferece ajuda em troca de informações sensíveis. Quando a vítima entrega dados porque acha que está “pagando” pela solução do problema, ela cai em um ataque de engenharia social do tipo quid pro quo. Em engenharia social, o ataque não depende de tecnologia sofisticada, mas de manipulação psicológica. O golpista oferece uma vantagem, um serviço ou uma solução e, em contrapartida, obtém acesso a dados, credenciais ou até a instalação de algo malicioso. É o famoso “eu te ajudo e você me ajuda”, só que do lado errado da história. Por isso o gabarito é a letra C. No quid pro quo, existe uma troca: a vítima recebe uma promessa de benefício e, em troca, revela informações ou executa uma ação arriscada. Isso é bem diferente de um simples e-mail falso, de um ataque físico ou de coleta de lixo, porque aqui a isca é a assistência técnica ou outro favor aparentemente legítimo. Em provas, vale guardar a lógica: se o criminoso se apresenta como alguém prestativo e usa esse pretexto para extrair dados, pense em quid pro quo. É a velha história do “ajudo você agora, você me entrega seus segredos depois”.