No contexto das planilhas eletrônicas, analise a fórmula a seguir. =B$2+$C3 Considere que a célula localizada na primeira coluna da primeira linha de uma planilha, contendo a fórmula acima, tenha sido copiada e colada na célula localizada na terceira coluna da décima linha. Ao final da operação de copiar e colar, a fórmula na célula que recebeu a cópia será
- A)=B2+C3
Errada, porque ignora os cifrões e trata tudo como referência totalmente relativa.
- B)=D$2+$C12
Certa, pois a coluna de B$2 anda para D, a linha 2 fica fixa, e $C3 mantém a coluna C com a linha ajustada para 12.
- C)=D$2+$C13
Errada, porque a linha de $C3 foi deslocada além do necessário, indo para 13 em vez de 12.
- D)=D$3+$C12
Errada, porque a linha de B$2 não deveria mudar, já que o 2 está travado pelo cifrão.
- E)=D$3+$C13
Errada, porque altera tanto a linha de B$2 quanto a linha de $C3 de forma incompatível com o deslocamento informado.
Gabarito: B
Em planilhas, a brincadeira toda está em como as referências se comportam quando você copia uma fórmula. Se a referência for relativa, ela muda junto com o deslocamento. Se tiver cifrão, ela “trava” parte do endereço: em B$2, a linha 2 fica fixa, mas a coluna pode mudar; em $C3, a coluna C fica fixa, mas a linha pode mudar. A fórmula original é =B$2+$C3 e foi copiada da célula da primeira coluna, primeira linha para a terceira coluna, décima linha. Isso significa um deslocamento de 2 colunas para a direita e 9 linhas para baixo. Então, B$2 vira D$2, porque a coluna anda 2, mas a linha 2 permanece travada. Já $C3 vira $C12, porque a coluna C continua fixa e a linha 3 sobe para 12 ao acompanhar o deslocamento de 9 linhas. Perceba que a fórmula nova preserva a lógica original, só adaptando o que é relativo. É exatamente esse o comportamento esperado em Excel e Calc. Assim, a fórmula final é =D$2+$C12, que corresponde ao gabarito B. Em prova, sempre pense assim: o cifrão segura o que vem depois dele; o que não estiver “preso” acompanha a cópia como um carrinho no trilho.