Assinale, a seguir, o conceito de “engenharia social” no contexto da segurança cibernética e sua aplicação para comprometer a segurança on-line.
- A)Criação de perfis falsos de mídia para interagir com pessoas on-line.
Errada, porque criar perfis falsos pode ser uma ferramenta de golpe, mas não define por si só engenharia social.
- B)Técnica de codificação avançada utilizada por hackers para burlar firewalls e sistemas de segurança.
Errada, pois engenharia social não é codificação avançada nem técnica para burlar firewalls por meios técnicos.
- C)Abordagem que envolve o uso de engenheiros de software para melhorar a segurança de sistemas de informação.
Errada, porque a expressão descreve atuação de profissionais de segurança, não um ataque de manipulação de pessoas.
- D)Manipulação psicológica de indivíduos para obter informações confidenciais ou induzí-los a adotar ações prejudiciais, como revelar senhas ou clicar em links maliciosos.
Certa, pois define a manipulação psicológica usada para obter informações ou induzir a vítima a ações que comprometam a segurança.
Gabarito: D
Engenharia social é uma técnica de ataque que explora o fator humano, e não falhas de máquina. Em vez de “quebrar” sistemas na força bruta, o golpista tenta convencer, enganar ou pressionar a vítima para que ela mesma entregue acesso, dados ou facilidades. É o famoso atalho psicológico: se o sistema é bem protegido, o alvo passa a ser a pessoa. Na prática, isso aparece em golpes por e-mail, mensagens, ligações, perfis falsos, pedidos urgentes e links maliciosos. O atacante pode fingir ser banco, suporte técnico, colega de trabalho ou até autoridade. O objetivo costuma ser obter senha, token, código de verificação, dados bancários ou fazer a vítima executar algo perigoso, como clicar, baixar ou autorizar. Por isso, a alternativa D está correta: ela descreve exatamente a manipulação psicológica de indivíduos para obter informações confidenciais ou induzi-los a ações prejudiciais. Esse conceito é clássico na doutrina de segurança da informação e é base de ataques como phishing, pretexting e baiting. Em linguagem de concurso: se a resposta fala em enganar pessoa para vencer a segurança, você está no caminho certo. Já a ideia central aqui não é técnica de programação, não é uso de engenheiros de software, nem criação de perfis falsos como definição principal. Esses elementos podem até aparecer como meios, mas o núcleo da engenharia social é o comportamento humano sendo explorado. Em segurança cibernética, lembrar disso é essencial: muitas vezes o elo mais fraco não é o firewall, é o usuário apressado.