A praga virtual WannaCry se espalhou em maio de 2017 e afetou milhares de computadores ao redor do mundo. Foram exploradas vulnerabilidades no sistema operacional; e, após criptografar os arquivos, sua ação foi exigir o resgate em Bitcoin para desbloqueá-los. Com base nos danos causados pelo WannaCry, a praga virtual pode ser categorizada como:
- A)Worm.
Worm se espalha automaticamente pela rede, mas não é definido por criptografar arquivos e exigir resgate.
- B)Adware.
Adware é software voltado a exibir anúncios, sem relação com bloqueio de dados ou cobrança de resgate.
- C)Spyware.
Spyware serve para espionar e coletar informações do usuário, e não para sequestrar arquivos mediante pagamento.
- D)Ransomware.
Correta: o WannaCry criptografava os arquivos e exigia pagamento em Bitcoin para liberá-los, caracterizando ransomware.
Gabarito: D
O WannaCry ficou famoso porque combinou duas coisas bem desagradáveis: se espalhou rapidamente pela rede e, depois de infectar o computador, criptografou os arquivos da vítima. Em seguida, exibia uma exigência de pagamento em Bitcoin para liberar o acesso. Isso é o retrato clássico de um ataque de sequestro de dados, em que o usuário perde o controle sobre seus próprios arquivos e precisa pagar para tentar recuperá-los. Esse comportamento é típico de ransomware. O próprio nome ajuda a memorizar: "ransom" significa resgate, então a praga virtual cobra um resgate para devolver o acesso aos dados. No caso do WannaCry, o impacto foi global porque explorou vulnerabilidades do sistema operacional e se propagou muito rapidamente, o que agravou ainda mais os danos. A banca gosta de misturar os conceitos de pragas virtuais, então vale a regra de ouro: se a ameaça se espalha como um vírus de rede, pode lembrar worm; se rouba dados, spyware; se enche a tela de propaganda, adware; mas se bloqueia ou criptografa arquivos e exige pagamento, aí o cheiro é de ransomware. Aqui, portanto, o gabarito D está correto. Não há uma lei específica definindo essas categorias, porque isso é conteúdo técnico de segurança da informação. A classificação vem da doutrina e da prática de mercado, que tratam ransomware como malware voltado à extorsão por meio de sequestro de dados.