Quanto ao desenvolvimento para dispositivos móveis, a usabilidade é aplicada na característica de qualidade de software, que define como o produto do software é entendido, usado e aprendido pelo ponto de vista do usuário. Pode ser definida com base em alguns fundamentos; assinale-os.
- A)Eficiência; baixa taxa de erros; e, segurança.
Errada, porque eficiência e baixa taxa de erros até dialogam com usabilidade, mas segurança não é um fundamento clássico desse conceito.
- B)Baixa taxa de erros; satisfação; e, segurança.
Errada, porque baixa taxa de erros e satisfação aparecem na usabilidade, mas segurança novamente foge do trio fundamental cobrado.
- C)Facilidade de aprendizagem; eficiência; e, memorização.
Certa, porque reúne os fundamentos clássicos de usabilidade: facilidade de aprendizagem, eficiência e memorização.
- D)Facilidade de aprendizagem; memorização; e, quantidade de recursos.
Errada, porque facilidade de aprendizagem e memorização são pertinentes, mas quantidade de recursos não é fundamento de usabilidade.
Gabarito: C
Usabilidade é a parte da qualidade do software que olha para o lado do usuário: o sistema é fácil de entender, fácil de aprender e fácil de usar no dia a dia? Em aplicações móveis, isso pesa ainda mais, porque a tela é menor, o toque é rápido e a paciência do usuário costuma ser curta. Se o app complica, ele perde pontos na hora. Na prática, a usabilidade costuma ser associada a fundamentos como facilidade de aprendizagem, eficiência de uso, memorização, baixa taxa de erros e satisfação. Esses critérios aparecem na doutrina de qualidade de software e também dialogam com a norma ISO/IEC 9241-11, que trata da usabilidade como o grau em que um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traz exatamente três fundamentos clássicos da usabilidade: facilidade de aprendizagem, eficiência e memorização. Ou seja, o software deve ser fácil de aprender, permitir uso ágil e continuar “fazendo sentido” quando a pessoa volta a usar depois de um tempo. As demais alternativas misturam conceitos próximos, mas não fecham com o trio mais cobrado em prova. Em concurso, a banca adora trocar um fundamento correto por outro que parece bonito, mas não é o conjunto tradicional cobrado nesse tipo de questão.