As desigualdades regionais são fenômenos globais com implicações significativas tanto para os países periféricos quanto para os centrais. Sobre o tema das desigualdades regionais, é correto afirmar que:
- A)A globalização tem contribuído para a redução das desigualdades regionais, promovendo a equidade social e econômica entre os países centrais e periféricos.
Errada, porque a globalização não tem promovido, de forma geral, equidade entre países centrais e periféricos, e sim a concentração de vantagens nos centros econômicos.
- B)A economia mundial está cada vez mais centrada nas regiões periféricas, devido ao seu crescente desenvolvimento industrial e tecnológico.
Errada, pois a economia mundial continua fortemente comandada pelos países centrais, que concentram tecnologia, finanças e decisões estratégicas.
- C)As regiões periféricas têm se beneficiado de políticas globais de redistribuição de riquezas, como acordos internacionais para o desenvolvimento sustentável.
Errada, porque essas políticas de redistribuição têm alcance limitado e não eliminam a estrutura desigual que marca as relações entre centro e periferia.
- D)A integração de mercados e fluxos financeiros globais tem ampliado as disparidades entre países centrais e periféricos, aprofundando as desigualdades regionais.
Certa, pois a integração dos mercados e dos fluxos financeiros costuma reforçar a concentração de riqueza e ampliar as disparidades regionais.
Gabarito: D
As desigualdades regionais aparecem quando alguns territórios concentram riqueza, tecnologia, infraestrutura e poder de decisão, enquanto outros ficam com menor participação nos benefícios do crescimento econômico. Isso ocorre em escala mundial e também dentro dos próprios países, então o tema não é novidade para quem acompanha a geografia econômica do capitalismo global. Na prática, a globalização não distribui vantagens de forma igual. Ela integra mercados, acelera fluxos financeiros, encurta distâncias e facilita a circulação de capitais, mas esse movimento costuma favorecer mais as regiões já fortes, que têm melhor logística, mão de obra qualificada e capacidade de inovação. É aquele efeito clássico: quem já está na frente sai primeiro no bloco. Por isso, a alternativa D está correta. A integração de mercados e fluxos financeiros globais tende a ampliar as disparidades entre países centrais e periféricos, porque os centros econômicos atraem investimentos, tecnologia e sedes de empresas, enquanto as periferias muitas vezes permanecem dependentes da exportação de matérias-primas e de atividades de menor valor agregado. Esse raciocínio é muito trabalhado pela geografia crítica e pela teoria do sistema-mundo, associada a autores como Immanuel Wallerstein, que ajudam a explicar a divisão entre centro e periferia. As demais alternativas tentam passar uma ideia de mundo mais equilibrado, mas isso não corresponde ao padrão real da globalização contemporânea. Em vez de reduzir automaticamente as diferenças, ela frequentemente reorganiza e aprofunda desigualdades já existentes.