Segundo Yin (2015), a evidência do estudo de caso pode vir de distintas fontes, cada uma apresentando diferentes características. Sobre isso, é INCORRETO afirmar que:
- A)Registros em arquivo tem como ponto forte serem precisos, mas o ponto fraco está associado à acessibilidade, que muitas vezes pode ser limitada por questões de privacidade.
Está correta, porque registros em arquivo podem ser precisos, mas seu acesso pode ser restrito por sigilo, privacidade ou controle institucional.
- B)Observação Participante tem como ponto fraco a parcialidade, já que pode ocorrer manipulação dos eventos por parte do observador participante.
Está correta, pois a observação participante pode sofrer com parcialidade e influência do próprio pesquisador sobre a situação observada.
- C)Entrevistas fornecem além de explicações, visões pessoais, mas podem apresentar incorreções devido à falta de memória.
Está correta, porque entrevistas trazem visões pessoais e explicações, mas podem ter falhas por esquecimento ou memória imprecisa.
- D)Documentação cobre eventos em tempo real, mas apresenta como ponto fraco a parcialidade devido às questões mal-articuladas.
Está errada, porque documentação não é tipicamente uma fonte de eventos em tempo real e seu problema principal não é exatamente a 'parcialidade por questões mal-articuladas'.
- E)Observações Diretas podem ser contextuais, proporcionando informação adicional sobre o tópico estudado, sendo comum, para aumentar a confiabilidade, ter mais de um observador.
Está correta, já que observações diretas ajudam a captar o contexto do caso e a presença de mais de um observador pode aumentar a confiabilidade.
Gabarito: D
Yin (2015) trata o estudo de caso como uma investigação que pode usar várias fontes de evidência, como documentação, registros em arquivo, entrevistas, observação direta, observação participante e artefatos físicos. A graça da questão está em saber que cada fonte tem pontos fortes e limitações: umas são mais confiáveis, outras mais ricas em contexto, e algumas dependem bastante da forma como você coleta e interpreta os dados. Em provas, a banca adora trocar uma característica de uma fonte pela de outra, só para ver se você cai na armadilha. Registros em arquivo, por exemplo, costumam ser precisos, mas podem ter acesso limitado por privacidade ou burocracia. Entrevistas rendem explicações e percepções pessoais, mas sofrem com esquecimento, distorções e até respostas estratégicas. Observação participante pode gerar muita riqueza de detalhes, mas também aumenta o risco de parcialidade, porque o observador está inserido no ambiente estudado. O erro da alternativa D está em dizer que a documentação cobre eventos em tempo real e que seu ponto fraco seria a parcialidade por questões mal-articuladas. Isso não bate com Yin: documentação normalmente não é uma fonte em tempo real, pois costuma registrar informações já produzidas, e seu problema típico está mais ligado à seletividade, disponibilidade e validade, não a essa explicação. Ou seja, a frase mistura características de forma bem torta, e por isso é a incorreta. Já as observações diretas são úteis para captar o contexto e, para aumentar a confiabilidade, é comum usar mais de um observador. Em resumo: a banca quer que você reconheça a função de cada fonte e não confunda observação, entrevista e documentação como se fossem tudo a mesma coisa.