Após a Segunda Guerra Mundial, a produção brasileira de manufaturados (estes antes importados) constituiu a lógica do modelo de substituição de importações, sendo viabilizada pelo Estado com
- A)a abertura do livre comércio em que as empresas multinacionais e estatais produziriam em prol do abastecimento interno.
Errada, porque o modelo de substituição de importações não apostava em livre comércio, mas sim em proteção do mercado interno e intervenção estatal.
- B)a imposição de elevadas tarifas de importação para diversos bens de consumo e a implantação de empresas estatais nos setores de infraestrutura.
Certa, pois o Estado viabilizou a industrialização com tarifas de importação elevadas e com a criação de empresas estatais em setores estratégicos.
- C)a redução das taxas cobradas dos produtos importados e o estímulo da entrada de multinacionais no país.
Errada, porque reduzir tarifas e estimular a entrada de multinacionais vai na direção oposta da proteção industrial típica da substituição de importações.
- D)o forte estímulo ao liberalismo econômico, buscando a superação das dificuldades enfrentadas pelos empresários brasileiros.
Errada, porque o período foi marcado por forte intervenção do Estado, e não por liberalismo econômico.
- E)o aumento dos preços dos produtos produzidos no Brasil e a proibição da entrada de produtos importados no Brasil.
Errada, porque o processo não dependia de aumento de preços internos nem de proibição total de importados, mas de proteção seletiva e incentivo à produção nacional.
Gabarito: B
Depois da Segunda Guerra Mundial, o Brasil acelerou a industrialização com o chamado modelo de substituição de importações. A lógica era simples: se antes o país comprava de fora o que consumia, agora deveria produzir internamente esses bens, reduzindo a dependência externa e fortalecendo o parque industrial nacional. Esse movimento ganhou força sobretudo com a intervenção do Estado, que não ficou só assistindo de camarote. Na prática, o governo atuou de duas formas bem importantes: criou barreiras para proteger a indústria nascente, como tarifas elevadas sobre produtos importados, e investiu diretamente em setores básicos da economia, principalmente infraestrutura e indústria de base, por meio de empresas estatais. É por isso que esse período se liga muito à ideia de Estado desenvolvimentista, com forte presença pública na economia. O gabarito é a alternativa B porque ela resume exatamente esses dois pilares: proteção do mercado interno e criação de estatais em áreas estratégicas. Sem isso, a indústria brasileira teria bem mais dificuldade para competir com os produtos estrangeiros, que já vinham mais consolidados e, muitas vezes, mais baratos. Então, pense assim: o Brasil queria fabricar aqui o que antes vinha de fora, mas para isso precisava de abrigo estatal. Não era um festival de livre comércio, nem de liberalismo puro. Era mais uma estratégia de proteção e impulso, com o Estado puxando a fila.