O Mico rondoni ou mico-de-Rondônia é uma espécie endêmica das florestas tropicais do estado que lhe dá nome. Descrito pela comunidade científica em 2010, o mico está sob ameaça de extinção. O fator que mais agrava a possibilidade do seu desaparecimento é
- A)a caça predatória promovida por populações locais, que utilizam o Mico rondoni como principal fonte de proteína animal em sua alimentação.
Errada, porque o enunciado não aponta caça predatória como principal fator, e o Mico rondoni não é conhecido por ter essa dieta de base animal.
- B)a destruição de rios e lagos, afetando sua principal fonte de alimentação, composta predominantemente por peixes e crustáceos.
Errada, porque primatas não têm peixes e crustáceos como alimentação predominante, e o problema da espécie não está na destruição de ambientes aquáticos.
- C)a restrição de seu habitat a uma área limitada, tornando a espécie mais vulnerável à destruição ambiental e à fragmentação florestal.
Certa, porque uma espécie endêmica, com distribuição restrita, fica muito mais vulnerável à destruição do habitat e à fragmentação da floresta.
- D)a abundância populacional da espécie, que gera um descontrole ecológico e reduz os recursos naturais disponíveis para sua sobrevivência.
Errada, porque o problema não é abundância populacional, e sim a vulnerabilidade gerada pela pequena área de ocorrência.
- E)a domesticação em larga escala da espécie, tornando o Mico rondoni um dos primatas mais criados como animal de estimação no Brasil.
Errada, porque não há domesticação em larga escala dessa espécie, e isso não corresponde ao risco real descrito no enunciado.
Gabarito: C
O Mico rondoni é um primata endêmico de Rondônia, ou seja, ele existe naturalmente em uma área bem restrita do território. Quando uma espécie tem distribuição geográfica pequena, qualquer pressão ambiental pesa mais: desmatamento, abertura de estradas, expansão agropecuária e fragmentação da floresta podem cortar o habitat em pedaços e isolar populações. Aí a brincadeira fica séria, porque a espécie perde abrigo, alimento e capacidade de reprodução com segurança. No caso desse mico, o maior risco não é uma caça “com fome de proteína”, nem hábitos aquáticos mirabolantes. O problema central é o tamanho limitado da área onde ele vive. Se a floresta some ou vira ilhas isoladas, a espécie fica mais vulnerável a incêndios, ocupação humana e redução da variabilidade genética. Em conservação, isso é clássico: endemismo + habitat pequeno = risco alto. Por isso, a letra C está correta. A restrição do habitat a uma área limitada torna o Mico rondoni muito mais exposto à destruição ambiental e à fragmentação florestal, que são fatores decisivos para espécies endêmicas da Amazônia. Em termos ecológicos, quanto menor e mais isolado o ambiente, menor a chance de a população resistir a mudanças rápidas no território. Então, a lógica da questão é simples: não basta a espécie existir, ela precisa de espaço contínuo e floresta preservada para sobreviver. Quando isso falha, o desaparecimento vira uma ameaça real, especialmente em estados com forte pressão de uso do solo, como Rondônia.