O povo indígena Cinta Larga habita um território que se estende do leste de Rondônia ao noroeste do Mato Grosso. Esta denominação, atribuída inicialmente pelo não indígena, se deve ao cinturão tipicamente utilizado pelos indivíduos do sexo masculino dessa etnia. Tradicionalmente, esta cinta é feita a partir
- A)do couro de animais silvestres, como a anta e a onça.
Errada, porque couro de animais nao corresponde ao material tradicional citado para essa cinta.
- B)das folhas trançadas de palmeiras, como o buriti.
Errada, pois folhas trancadas de palmeiras nao sao a materia-prima indicada na referencia ao uso tradicional dos Cinta Larga.
- C)dos fios de linho e lã trazidos por colonizadores.
Errada, porque linho e la sao materias associadas ao mundo europeu/colonial, nao ao costume indigena descrito.
- D)das fibras da entrecasca de árvores, como a tauari.
Certa, pois a cinta tradicional e feita com fibras da entrecasca de arvores, como a tauari.
- E)do tecido de algodão cultivado nas aldeias.
Errada, porque algodao cultivado nas aldeias nao e a origem tradicional mencionada para esse adorno.
Gabarito: D
Os Cinta Larga sao um povo indigena do tronco Tupi, historicamente localizado entre o leste de Rondonia e o noroeste do Mato Grosso. O proprio nome, dado por nao indigenas, faz referencia ao adorno masculino que chamou atencao: uma cinta larga usada na cintura. Em questoes assim, a banca costuma cobrar um detalhe cultural bem especifico, entao vale lembrar que a indumentaria tradicional indigena muitas vezes vem de materias-primas da floresta, e nao de produtos industrializados ou de origem europeia. No caso dos Cinta Larga, essa cinta e tradicionalmente feita com fibras retiradas da entrecasca de arvores, como a tauari. Essa tecnica usa material vegetal trabalhado artesanalmente, algo muito comum em diversos povos indigenas da Amazonia, que aproveitam o que a mata oferece de forma sustentavel e funcional. Por isso, a alternativa D esta correta: ela descreve a origem vegetal da cinta e cita a tauari, que corresponde ao uso tradicional do grupo. As demais alternativas tentam desviar para couro, palmeiras, linho, l a e algodao, materiais que nao representam essa caracteristica cultural especifica. Em provas da FGV, detalhes etnografico-culturais costumam aparecer de modo direto, quase como uma etiqueta de museu: nome, localizacao e um costume marcante. Aqui, o ponto central e reconhecer que o adorno nao vem de tecido industrial nem de materiais de colonizacao, mas de fibra natural da propria floresta.