Analise a imagem: MOREIRA, João Carlos. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2016, p. 53. As linhas de representação dos dados tridimensionais no plano são denominadas
- A)isoietas.
Errada, porque isoietas indicam pontos de mesma pluviosidade, ou seja, mesma quantidade de chuva.
- B)isóbaras.
Errada, porque isóbaras ligam pontos de mesma pressão atmosférica.
- C)isoípsas.
Certa, porque isoípsas representam pontos de mesma altitude, isto é, o relevo no plano.
- D)isóbatas.
Errada, porque isóbatas unem pontos de mesma profundidade, normalmente em áreas marítimas ou lacustres.
- E)isotermas.
Errada, porque isotermas ligam pontos de mesma temperatura.
Gabarito: C
Em cartografia, quando você quer representar um relevo tridimensional no plano do papel, a solução clássica são as linhas que unem pontos de mesma altitude. É como se o mapa “desenhasse” a montanha em faixas de altura, permitindo ver onde o terreno sobe, desce e onde as encostas são mais íngremes. Sem isso, o relevo ficaria mais ou menos um desenho em 2D sem graça e sem informação útil. Essas linhas recebem nomes diferentes conforme o fenômeno representado. Se a ideia é ligar pontos de mesma temperatura, você tem isotermas; de mesma pressão, isóbaras; de mesma chuva, isoietas; e de mesma profundidade, isóbatas. Aqui, porém, o foco é altitude do relevo, então o nome técnico é o das linhas de igual cota altimétrica. Por isso, o gabarito é a letra C, porque as isoípsas são as linhas que representam as mesmas altitudes no mapa. Em muitos materiais escolares, esse termo aparece como sinônimo de curvas de nível, que são a forma mais comum de representar o relevo em superfícies planas. Na prática, a cartografia usa esse recurso há muito tempo para leitura do terreno, planejamento urbano, obras e até atividades militares. Ou seja, não é só nome bonito para decorar: é um jeito esperto de “achatar” o relevo sem perder a informação principal.