Um estudo ambiental comparou a área do estado do Rio de Janeiro usando diferentes projeções cartográficas. Os resultados demonstraram variações nas áreas calculadas, dependendo do sistema de projeção adotado. A projeção de Albers, também conhecida como projeção Equivalente de Albers, foi utilizada nesse estudo, juntamente com outros sistemas de projeção, para analisar as diferenças entre os resultados. Nesse contexto, a projeção de Albers:
- A)é especialmente útil para mapear áreas extensas, mantendo a proporção das áreas representadas, o que a torna adequada para cálculos de área precisos;
Correta, porque a projeção de Albers é equivalente e preserva as áreas, sendo indicada para medições e comparações de superfície.
- B)apresenta maior distorção nas áreas do que nas formas, o que resulta em erros significativos em cálculos de área, especialmente em grandes extensões;
Errada, porque a projeção de Albers não prioriza forma em detrimento da área; na verdade, ela busca manter a área proporcional.
- C)preserva as formas, mantendo as propriedades geométricas originais dos objetos, o que a torna adequada para análises precisas de fragmentação da paisagem;
Errada, porque preservar formas é característica de projeções conformes, não da Albers.
- D)oferece uma representação fiel das áreas e das formas, o que a torna ideal para diversos estudos ambientais, ainda que as distâncias e direções não sejam preservadas;
Errada, porque nenhuma projeção preserva simultaneamente áreas e formas de modo fiel em todos os casos; a Albers preserva áreas, mas não todas as formas.
- E)maximiza as deformações das áreas e das formas, sendo mais adequada para estudos que não exigem precisão na representação dos objetos espaciais estudados.
Errada, porque a projeção de Albers não maximiza deformações, e sim controla as distorções de área justamente para manter a equivalência.
Gabarito: A
A projeção de Albers é uma projeção cônica equivalente, ou seja, ela foi pensada para preservar as áreas representadas no mapa. Em prova, isso costuma aparecer como a ideia de que, mesmo que a forma de um estado ou país fique um pouco deformada, a área continua proporcional ao valor real. E isso faz toda a diferença quando o objetivo é comparar superfícies, como em estudos ambientais, uso do solo ou cobertura vegetal. No caso da questão, o estudo comparou a área do estado do Rio de Janeiro em diferentes projeções, e a lógica correta é justamente essa: se a projeção é equivalente, ela ajuda a evitar distorções de área nos cálculos. A projeção de Albers é bastante usada para regiões de média latitude e para mapas temáticos em que a área importa mais do que a forma perfeita dos contornos. Ou seja, a banca quer que você associe Albers a preservação de áreas, não de formas. Em cartografia, normalmente existe esse jogo de compensações: nenhuma projeção representa tudo perfeitamente, então cada uma prioriza uma propriedade. A de Albers prioriza área, por isso é muito útil em análises comparativas e ambientais. Por isso, o gabarito é a letra A: ela descreve corretamente uma projeção equivalente, adequada para mapas de áreas extensas e para cálculos de área com maior confiabilidade.