Na atualidade, o sensoriamento remoto tem sido utilizado para diversas análises ambientais. A qualidade dos resultados depende da capacidade do sensor de detectar variações sutis nas características dos alvos imageados. Um dos parâmetros cruciais para essa finalidade é a resolução radiométrica das imagens de satélite, que se refere à:
- A)sensibilidade espectral do sensor;
Errada, porque sensibilidade espectral se relaciona com as faixas de comprimentos de onda captadas, não com a resolução radiométrica.
- B)frequência de aquisição das imagens;
Errada, porque frequência de aquisição das imagens diz respeito à resolução temporal, isto é, ao intervalo entre passagens do satélite.
- C)área de cobertura do sensor por pixel;
Errada, porque área de cobertura por pixel é ideia ligada à resolução espacial, que trata do tamanho do pixel no terreno.
- D)habilidade de discriminar níveis de energia;
Certa, porque resolução radiométrica é a capacidade do sensor de discriminar níveis de energia ou intensidade do sinal recebido.
- E)capacidade de discriminar detalhes espaciais.
Errada, porque discriminar detalhes espaciais também é função da resolução espacial, não da radiométrica.
Gabarito: D
Quando a gente fala em sensoriamento remoto, cada tipo de resolução mede um aspecto diferente da imagem. A resolução espacial trata do tamanho do detalhe no terreno; a temporal, da frequência de revisita; a espectral, das faixas de comprimento de onda detectadas; e a radiométrica, da capacidade de registrar pequenas diferenças de energia refletida ou emitida pelos alvos. É justamente aí que mora a questão: se o sensor consegue distinguir muitos níveis de cinza ou de intensidade, ele consegue perceber variações sutis entre água, vegetação, solo exposto e outros alvos. Em outras palavras, quanto maior a resolução radiométrica, melhor a discriminação dos níveis de energia captados pelo sensor. Por isso o gabarito é a alternativa D. Ela traduz exatamente a ideia de resolução radiométrica, que é a capacidade de o sistema diferenciar pequenas variações de luminosidade/energia na imagem. Não é sobre “ver mais longe” nem sobre “passar mais vezes”, mas sobre medir com mais refinamento o sinal recebido. Na prática, isso ajuda muito em análises ambientais, porque pequenas mudanças de cobertura ou de umidade podem aparecer de modo mais claro. Em resumo: espacial é detalhe, temporal é tempo, espectral é faixa de onda e radiométrica é nível de energia.