Uma equipe de planejamento urbano está desenvolvendo um novo sistema de gestão territorial e precisa escolher a arquitetura de SIG mais adequada. Eles avaliam diversas opções, considerando as necessidades de integração com um Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) relacional já existente e a importância de manter a integridade dos dados geográficos. A escolha da arquitetura de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) para esse projeto deve considerar que:
- A)arquiteturas baseadas em CAD são ideais para garantir a integridade dos dados;
Errada, porque CAD é voltado para desenho técnico e não para garantir a integridade e a consistência de dados geográficos em SIG.
- B)a arquitetura relacional dificulta a implementação de recursos de indexação espacial;
Errada, porque a arquitetura relacional pode sim apoiar indexação espacial, especialmente quando o banco é estendido com recursos geográficos.
- C)o gerenciamento de dados gráficos e alfanuméricos ocorre de forma unificada em arquiteturas duais;
Errada, porque na arquitetura dual os dados gráficos e alfanuméricos não são unificados; eles ficam separados e apenas relacionados.
- D)a arquitetura dual utiliza um SGBD relacional para dados alfanuméricos e arquivos separados para dados gráficos;
Certa, pois a arquitetura dual usa o SGBD relacional para os dados alfanuméricos e arquivos separados para os dados gráficos.
- E)sistemas baseados em imagens são a melhor opção para gerenciar dados alfanuméricos em um SGBD relacional externo.
Errada, porque sistemas baseados em imagens são mais adequados para dados raster e nao para gerenciar dados alfanuméricos em banco relacional externo.
Gabarito: D
Em SIG, a escolha da arquitetura depende muito de como voce vai organizar e proteger os dados. Quando o sistema precisa conversar com um SGBD relacional já existente, a solução mais comum e segura é separar o que é dado gráfico do que é dado alfanumérico, deixando o banco cuidar da parte tabular e o SIG cuidar da geometria. Isso é a chamada arquitetura dual, muito usada em ambientes corporativos mais antigos ou integrados a bancos relacionais tradicionais. Nessa lógica, os atributos descritivos, como nome de ruas, zoneamento e cadastro de imóveis, ficam em tabelas do SGBD. Já os mapas, polígonos, linhas e pontos podem ficar em arquivos próprios, enquanto o sistema mantém o vínculo entre as duas partes. Essa separação ajuda a compatibilizar o SIG com o banco relacional já instalado, embora exija cuidados extras com integridade e consistência. Por isso, o item D está correto: a arquitetura dual usa um SGBD relacional para os dados alfanuméricos e mantém os dados gráficos em arquivos separados. Doutrinariamente, essa é uma forma clássica de organização de SIG, em contraste com arquiteturas mais integradas, em que geometria e atributos ficam no mesmo gerenciador de dados. As outras alternativas tropeçam em conceitos básicos: CAD não foi feito para garantir integridade de dados geográficos, arquitetura relacional não dificulta indexação espacial por natureza, e sistemas baseados em imagens servem mais para raster do que para cadastro alfanumérico. Em prova, a banca gosta de misturar ferramentas com finalidades diferentes para ver se você não cai na conversa bonita do enunciado.