Comparando dados dos censos do IBGE, pode-se elaborar um retrato da evolução demográfica da população residente no Estado de Tocantins. O grupo na faixa etária de 0 a 14 representava 41,7% da população em 1991, 28,8% em 2010, e passou para 24% em 2022. A população acima de 65 anos era de 3,8% em 1991 e 5,8% em 2010, e ficou em 8,6% em 2022. O censo de 2022 mostrou ainda que a faixa etária de 15 a 29 anos representa 15% da população e que 41% da população é composta por pessoas de 30 a 59 anos. Com base no trecho, assinale a opção que apresenta a dinâmica populacional do Tocantins entre 1991 e 2022.
- A)Expansão da base da pirâmide etária.
Errada, porque a base da pirâmide etária se estreitou com a queda da proporção de 0 a 14 anos.
- B)Diminuição da taxa de fecundidade.
Errada, porque a redução da fecundidade até pode explicar o quadro, mas o enunciado pede a dinâmica populacional observada, não a causa direta.
- C)Estreitamento do topo da pirâmide.
Errada, porque o topo da pirâmide não estreitou, e sim aumentou com o crescimento da população idosa.
- D)Aumento da idade mediana.
Certa, porque a diminuição de crianças e o aumento de idosos indicam envelhecimento populacional e elevação da idade mediana.
- E)Redução do índice de envelhecimento.
Errada, porque o índice de envelhecimento aumentou, já que a proporção de idosos cresceu em relação à de jovens.
Gabarito: D
O trecho mostra uma mudança clássica da estrutura etária: a população de 0 a 14 anos caiu bastante, enquanto o grupo de 65 anos ou mais cresceu. Isso indica transição demográfica, com menos nascimentos no tempo e mais peso relativo dos adultos e idosos. Em outras palavras: a pirâmide etária vai deixando de ser “largona embaixo” e vai ficando mais equilibrada, com o meio e o topo ganhando espaço. No caso do Tocantins, os dados de 1991, 2010 e 2022 revelam envelhecimento populacional. Quando a participação das crianças diminui e a dos idosos aumenta, a tendência natural é a elevação da idade mediana da população. A idade mediana é o ponto que divide a população em duas metades: metade é mais jovem e metade é mais velha do que esse valor. É por isso que o gabarito é a letra D. Se em 1991 havia muitos jovens e, em 2022, há menos crianças e mais idosos, a população “envelheceu” como conjunto. Não é que o estado virou idoso de uma hora para outra, claro, mas a composição etária mudou de forma bem visível. Esse raciocínio é o mesmo usado em estudos demográficos do IBGE e em conteúdos de geografia populacional: redução da fecundidade, queda da mortalidade e aumento da expectativa de vida costumam empurrar a estrutura etária para o envelhecimento. Resultado: a idade mediana sobe, e a pirâmide deixa de parecer um triângulo bem largo na base.