A área técnica do Ministério de Minas e Energia avalia não ser necessário retomar em 2023 o horário de verão – suspenso por decreto desde 2019. A avaliação é que a situação dos reservatórios e a oferta de fontes renováveis são suficientes para garantir o fornecimento de energia. https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/09/21/horario-de-verao-area-tecnicade-minas-e-energia-nao-ve-necessidade-de-retomar-medida-em-2023. Avalie se uma possível adoção da estratégia astronômica para economia de energia descartada no texto, tecnicamente é possível pelos seguintes motivos: I. Entre meados da primavera até próximo ao fim do verão, nas médias e altas latitudes, em virtude da posição do planeta e da inclinação de seu eixo em relação ao sol, os dias são mais longos que as noites num percentual que permite o adiantamento dos relógios para economia de energia. II. Durante todo o verão, nas médias e elevadas longitudes, a iluminação solar supera as 12 horas, e o fotoperíodo excede o período lunar, podendo se adequar o horário as necessidades de uma sociedade atrasando o relógio em um hora. III. Existe um interesse do mercado comercial e turístico em se atrasar os relógios, fazendo com que o dia em todos os lugares dure mais tempo e estimule as pessoas a ficarem fora de casa, aumentando o consumo. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Correta, porque apenas a afirmativa I apresenta a justificativa astronômica adequada para o horário de verão.
- B)I e II, apenas.
Errada, porque a afirmativa II está incorreta ao falar em atrasar o relógio e usar longitude como fundamento.
- C)II e III, apenas.
Errada, porque as afirmativas II e III trazem erros conceituais sobre o horário de verão e sua finalidade.
- D)I e III, apenas.
Errada, porque a afirmativa III não descreve corretamente a lógica da economia de energia no horário de verão.
- E)I, II e III.
Errada, porque II e III estão equivocadas e não podem ser somadas à afirmativa I.
Gabarito: A
A ideia do horário de verão é simples: aproveitar melhor a luz natural nos períodos em que os dias ficam mais longos. Isso ocorre principalmente em países de médias e altas latitudes, por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. No verão, o período de iluminação aumenta, então adiantar o relógio pode reduzir o uso de luz artificial no fim do dia. No Brasil, a medida já foi usada por decreto federal, mas foi suspensa em 2019, porque os estudos passaram a indicar menor ganho energético, sobretudo pela mudança no padrão de consumo e pelo peso maior de outros usos de energia. Ou seja, não é uma regra universal: depende da latitude, da estação e do perfil de demanda. Na questão, o item I está correto porque descreve justamente o fundamento astronômico do horário de verão: dias mais longos que as noites em certas latitudes permitem adiantar os relógios para economizar energia. Já o item II erra ao misturar conceitos e dizer que se deve atrasar o relógio; isso contraria a lógica da medida e ainda fala em "elevadas longitudes", quando o fenômeno relevante é a latitude, não a longitude. O item III também está errado, porque atribui ao mercado comercial e turístico a ideia de atrasar relógios para o dia durar mais, o que não corresponde ao objetivo do horário de verão. O gabarito é a letra A porque somente a afirmativa I descreve corretamente a base técnica da medida.