“Falar em África, como um todo, é sempre um risco, dadas as suas distintas realidades econômica, social, política e natural. É necessário atentar para os critérios que norteiam essas regionalizações, de modo a poder melhor compreender as realidades desse continente.” PENAFORTE, Charles. África: horizontes e desafios no século XXI. São Paulo: Atual, 2006, p. 7. (Adaptado) A partir da reflexão do texto, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) Não se deve atribuir à África Subsaariana a noção de África Negra, sendo esta uma concepção eurocêntrica, do século XIX, que oferece a falsa ideia de homogeneização social e cultural, ignorando a grande heterogeneidade de povos, línguas, etnias e tradições africanas. ( ) Separada da Europa pelo mar de mesmo nome, a África Mediterrânea, do ponto de vista histórico, é uma região que se caracteriza pelas diferentes ondas de influência política e cultural: romana, árabe e otomana. ( ) O Magreb, que em árabe significa o poente ou o oeste, representa o extremo ocidental do “mundo” árabe, localizando-se no noroeste do continente africano, caracterizado como faixa transitória, semiárida, entre o desertos e as savanas, com grande homogeneidade cultural. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V, V e V.
Errada, porque a África Subsaariana não deve ser reduzida à ideia de "África Negra", expressão ligada a uma visão eurocêntrica e simplificadora do século XIX.
- B)V, V e F.
Certa, pois a África Mediterrânea recebeu influências históricas romanas, árabes e otomanas, o que ajuda a explicar sua formação cultural e política.
- C)F, V e V.
Errada, porque o Magreb fica no noroeste africano e é uma faixa de transição importante, mas não pode ser descrito como culturalmente homogêneo de forma absoluta.
- D)F, F e V.
- E)V, F e F.
Gabarito: B
Quando a prova fala em África, desconfie da tentação de tratar o continente como se fosse um bloco único. A África é enorme, diversa e cheia de recortes históricos, culturais e naturais diferentes. Por isso, regionalizações como África Subsaariana, África Mediterrânea e Magreb existem para ajudar a entender melhor essa diversidade, e não para criar estereótipos bonitinhos de mapa.