(...) Esse é um sistema de produção industrial difundido na década de 1960. (...) Seu surgimento foi fruto da frustração dos operários de uma determinada fábrica, que não estavam se interessando por suas tarefas e funções. Diante disso, a direção da fábrica deveria tomar uma atitude para que sua produção continuasse atingindo seus principais objetivos: a perfeição e a segurança dos produtos. Com forte influência dos sindicatos trabalhistas do país, a relação entre os empregados e as máquinas se inverteu (...) Os trabalhadores eram extremamente valorizados, e também trabalhavam de maneira coletiva, de modo que não existia uma hierarquia. A fábrica era dividida em diversos grupos de funcionários, que juntos organizavam e distribuíam suas funções, conforme o domínio de cada um. Desse modo, era possível que os empregados fossem realocados para as mais diversas parcelas do processo, eliminando a tradicional rigidez das produções. https://pucconsultoriajr.com.br/entenda- como-funciona-esse-modelo-de-producao/ O modelo de produção apresentado no texto é o
- A)socialismo.
Errada, porque socialismo é um sistema econômico e político, não um modelo de organização do processo industrial descrito no texto.
- B)taylorismo.
Errada, porque o taylorismo defende divisão extrema e controle rígido do trabalho, sem a autonomia e o trabalho em equipe mencionados.
- C)fordismo.
Errada, porque o fordismo se baseia na produção em massa padronizada e na linha de montagem, bem diferente da flexibilidade descrita.
- D)toyotismo.
Errada, porque o toyotismo valoriza flexibilidade e just in time, mas o enunciado aponta para o modelo sueco da Volvo, com equipes e menor rigidez hierárquica.
- E)volvismo.
Certa, porque o volvismo é justamente o modelo que organiza o trabalho em equipes, com rodízio de funções, valorização do trabalhador e maior flexibilidade produtiva.
Gabarito: E
A questão descreve o volvismo, modelo de produção ligado à montadora sueca Volvo e bastante associado às mudanças da industrialização nos anos 1960. A ideia central era fugir da linha de montagem muito rígida: em vez de cada operário repetir um único gesto o dia inteiro, os trabalhadores eram organizados em equipes, com maior autonomia, cooperação e rodízio de funções. Isso dava mais flexibilidade à fábrica e buscava melhorar a qualidade e a satisfação no trabalho. Perceba que o texto destaca exatamente esses pontos: valorização do trabalhador, trabalho coletivo, ausência de hierarquia rígida e possibilidade de realocação entre etapas da produção. Esse conjunto de características bate com o volvismo, que ficou conhecido por humanizar a organização do trabalho industrial, sem abandonar a eficiência produtiva. Por isso, o gabarito é a letra E. Já taylorismo e fordismo representam o oposto em vários aspectos: divisão extrema de tarefas, controle rígido e produção em massa padronizada. O texto também não fala de socialismo, porque não trata de um sistema econômico, mas de um modelo de organização da produção industrial.