O BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou um processo de expansão no qual Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Egito, Irã e Etiópia foram "convidados" a entrar para o grupo, como membros plenos, a partir de 1º de janeiro de 2024. O termo "convite", segundo diplomatas, é uma formalidade técnica, uma vez que os países anunciados já haviam demonstrado interesse em entrar no bloco. Ainda não há definição se o nome do bloco, formado pelas iniciais em inglês dos atuais cinco membros, irá mudar com a sua expansão. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gz5nzlny5o A ampliação do grupo foi liderada por China e Rússia, que, além de interesses econômicos, almejam
- A)estabelecer, conjuntamente, novas legislações ambientais sustentáveis, visando a conquista de mercados sustentáveis.
Errada, porque o BRICS não foi criado para uniformizar legislações ambientais nem tem foco principal em padronização sustentável de mercados.
- B)diminuir o desgaste e o isolamento em relação aos EUA e a UE, em virtude de diferentes tensões políticas e econômicas.
Certa, porque a ampliação ajuda China e Rússia a reforçar influência, reduzir isolamento diplomático e enfrentar melhor as tensões com EUA e UE.
- C)modificar a estrutura do Conselho de Segurança da ONU, elencando novos aliados econômicos para possíveis cadeiras.
Errada, porque o BRICS não tem poder para reformar formalmente o Conselho de Segurança da ONU nem funciona como seleção de candidatos a cadeiras.
- D)instituir organização militar similar à OTAN, com o objetivo de proteção dos países membros.
Errada, porque o bloco não é uma aliança militar e não foi desenhado para atuar como uma OTAN paralela.
- E)conter aspectos negativos da dominação cultural ligada a americanidade, massificando um modo de vida oriental.
Errada, porque a lógica do grupo não é combater americanização cultural, mas ampliar articulação política e econômica entre países emergentes.
Gabarito: B
O BRICS nasceu como uma articulação entre grandes economias emergentes, com forte peso político e econômico, mas sem ser uma aliança militar ou um bloco ideológico fechado. Na prática, ele funciona como um espaço de coordenação diplomática para ampliar influência internacional, defender reformas na governança global e aumentar o poder de barganha dos seus membros. Quando o grupo cresce, também cresce a sua visibilidade e a sua capacidade de negociação no tabuleiro mundial. No caso da ampliação anunciada, China e Rússia têm interesse em transformar o BRICS em um polo mais forte diante da centralidade dos Estados Unidos e da União Europeia. Esse movimento ajuda a reduzir o isolamento relativo desses países, sobretudo em um cenário de tensões geopolíticas, sanções e disputas estratégicas. Em outras palavras: não é só economia, é também geopolítica, e das grandes. Por isso, o gabarito é a letra B. A expansão serve para ampliar alianças, aumentar a projeção do bloco e diminuir o desgaste político-diplomático de China e Rússia frente ao eixo EUA-UE. Isso dialoga com a lógica de integração regional e cooperação Sul-Sul, muito mais do que com temas como defesa militar, legislação ambiental ou reforma automática da ONU. Vale lembrar: o BRICS não é uma organização internacional com poder normativo vinculante como a ONU, nem uma aliança militar nos moldes da OTAN. Ele é um arranjo de cooperação entre países que querem ganhar voz coletiva no sistema internacional.