O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou no dia 08 setembro 2022, o Relatório de Desenvolvimento Humano (...). O documento aponta que, pela primeira vez em 32 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), (...) caiu globalmente por dois anos consecutivos. https://brasil.un.org/pt-br/198320-idh-relat%C3%B3rio-indica-recuo-nodesenvolvimento-humano-em-90-dos-pa%C3%ADses O índice estatístico, IDH, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), utiliza, no seu cálculo, as seguintes variáveis:
- A)fecundidade, desemprego e exportação.
Errada, porque fecundidade, desemprego e exportação não são variáveis do IDH.
- B)expectativa de vida, educação e renda per capita.
Certa, pois o IDH é calculado a partir de expectativa de vida, educação e renda per capita.
- C)analfabetismo, produtividade e desigualdade social.
Errada, porque analfabetismo, produtividade e desigualdade social não compõem o cálculo oficial do IDH.
- D)escolaridade, paridade do dólar e esperança de vida.
Errada, pois escolaridade e esperança de vida até lembram o índice, mas paridade do dólar não é variável do IDH.
- E)PIB nacional, mortalidade infantil e consumo de energia.
Errada, porque PIB nacional, mortalidade infantil e consumo de energia não são os componentes usados pelo PNUD no IDH.
Gabarito: B
O IDH é um índice criado pelo PNUD para medir o nível de desenvolvimento humano de um país, indo além da ideia de riqueza pura e simples. A lógica é observar se a população vive mais, estuda mais e tem melhores condições de renda. Ou seja, desenvolvimento aqui não é só “quanto o país produz”, mas como essa produção se traduz em vida digna para as pessoas. No cálculo do IDH entram três dimensões clássicas: saúde, educação e renda. Na saúde, o indicador usado é a expectativa de vida ao nascer. Na educação, são considerados anos de escolaridade. Na renda, o parâmetro é a renda per capita, ajustada para comparar melhor os países. Por isso, o índice consegue captar melhor a qualidade de vida do que indicadores isolados como PIB total. É exatamente por isso que a alternativa B está correta: ela reúne expectativa de vida, educação e renda per capita, que são as variáveis centrais do IDH. Essa é a fórmula consagrada pelo PNUD e muito cobrada em Geografia quando o tema é desenvolvimento humano, desigualdade e qualidade de vida. As demais alternativas misturam conceitos que até dialogam com desenvolvimento, mas não compõem o IDH. Em prova, a banca costuma trocar os componentes oficiais por indicadores econômicos, demográficos ou sociais que parecem plausíveis, mas não são os usados no índice. Aqui, o segredo é lembrar do trio básico: viver mais, estudar mais e ter renda melhor.