As rochas ígneas podem ser classificadas com base no ambiente de formação, na mineralogia e na química. Na petrologia, o uso de uma classificação com base na química da rocha é mais apropriado em rochas de textura
- A)porfirítica.
Errada, porque a textura porfirítica permite reconhecer fenocristais, o que favorece a identificação mineralógica, não a classificação química como primeira escolha.
- B)poiquilítica.
Errada, porque textura poiquilítica descreve uma relação entre cristais inclusos e hospedeiros, não o tipo de situação em que a química é mais útil para classificar a rocha.
- C)afanítica.
Certa, porque a textura afanítica tem cristais muito finos, dificultando a identificação mineralógica e tornando a classificação química mais adequada.
- D)inequigranular seriada.
Errada, porque a textura inequigranular seriada ainda envolve distinções texturais visíveis entre tamanhos de cristais, o que não aponta para a necessidade principal de classificação química.
Gabarito: C
Nas rochas ígneas, dá para classificá-las de vários jeitos: pelo ambiente de formação, pela mineralogia e pela química. O problema é que nem sempre os minerais estão visíveis a olho nu, então a textura da rocha manda muito na escolha do método de classificação. Em petrologia, quando a rocha é de granulação muito fina, a química costuma ser a melhor pista, porque a mineralogia fica difícil de observar diretamente. É aí que entra o gabarito. Rochas de textura afanítica têm cristais muito pequenos, muitas vezes imperceptíveis sem lupa ou microscópio. Como você não consegue identificar com facilidade quais minerais estão presentes, a classificação química fica mais apropriada e segura. Em resumo: pouca “visibilidade mineral” = mais confiança na análise química. Já em rochas de textura mais grossa ou com cristais bem diferenciados, a mineralogia costuma ajudar bastante, porque os minerais aparecem com mais clareza. Por isso, a questão quer exatamente essa associação: textura afanítica combina melhor com classificação baseada na química da rocha. Então, a alternativa C está correta porque, em rochas afaníticas, os cristais são tão pequenos que a observação mineralógica fica limitada. A banca cobra essa lógica clássica da petrologia: quanto menor a granulação, maior a importância da análise química para classificar a rocha.