“Se uma das cidades que forma uma aglomeração urbana crescer e se destacar demais, apresentando-se como uma cidade grande e com uma área de influência econômica, pelo menos, regional, então não se está mais diante de uma simples aglomeração, mas de uma metrópole.” SOUZA, Marcelo Lopes de. ABC do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro: Bertrand, 2003. p. 33. Em relação ao processo de formação das regiões metropolitanas, analise as afirmativas a seguir. I. Ocorrem, com frequência, áreas conurbadas. II. Apresentam intensos deslocamentos diários de trabalhadores. III. Constituem regiões urbanas com independência estrutural entre seus municípios. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque a conurbação ocorre com frequência nas regiões metropolitanas, mas isso não é o único traço necessário.
- B)II, apenas.
Errada, porque os deslocamentos diários são típicos das regiões metropolitanas, porém a conurbação também costuma estar presente.
- C)I e II, apenas.
Certa, porque regiões metropolitanas costumam apresentar conurbação e intensos movimentos pendulares entre municípios.
- D)I e III, apenas.
Errada, porque a afirmativa III é falsa: municípios metropolitanos não têm independência estrutural plena, e sim forte interdependência.
- E)I, II e III.
Errada, porque a afirmativa III contradiz a própria ideia de região metropolitana, que envolve integração funcional entre os municípios.
Gabarito: C
Regiões metropolitanas surgem quando cidades próximas passam a funcionar quase como um único organismo urbano. Em vez de cada município viver “isolado”, há forte integração física e funcional: continuidade da mancha urbana, compartilhamento de serviços e circulação intensa de pessoas e atividades econômicas. Por isso, a conurbação aparece com frequência, isto é, quando os limites urbanos de municípios vizinhos se encostam e se misturam. Outro traço muito típico dessas regiões é o vai e vem diário de trabalhadores, estudantes e consumidores. Muita gente mora em um município e trabalha em outro, o que gera deslocamentos pendulares intensos, geralmente apoiados por redes de transporte coletivo e por uma divisão funcional do espaço metropolitano. Já a afirmativa sobre independência estrutural está errada. Numa região metropolitana, os municípios não funcionam de forma plenamente autônoma, porque há forte interdependência econômica, social e territorial. Em outras palavras: na metrópole, um município depende do outro para mobilidade, emprego, moradia, abastecimento e serviços. Assim, o gabarito C está correto porque as afirmativas I e II descrevem características reais das regiões metropolitanas, enquanto a III contraria justamente a lógica metropolitana, que é de integração e dependência entre os municípios.