De acordo com proposição do geógrafo Aziz Ab'Saber, no estado de Mato Grosso incidem dois domínios morfoclimáticos principais: o Domínio dos Cerrados e o Domínio Equatorial Amazônico. A região situada no extremo noroeste do Estado do Mato Grosso é caracterizada pelo clima quente e úmido, com temperaturas médias em torno de 25°C, com pequena variação anual, e precipitação anual entre 2.000 e 2.500mm. Nessa região, a fisionomia vegetal predominante corresponde à
- A)floresta aluvial.
Errada, porque floresta aluvial é uma formação associada a áreas inundáveis de rios, e não é a caracterização mais ampla do extremo noroeste mato-grossense.
- B)savana lenhosa.
Errada, porque savana lenhosa é típica de ambiente de cerrado, mais seco e com outra dinâmica climática.
- C)savana florestada.
Errada, porque savana florestada também pertence ao domínio dos cerrados e não combina com clima equatorial muito úmido.
- D)savana arborizada.
Errada, porque savana arborizada é fisionomia de cerrado, com menor umidade e vegetação menos densa que a floresta amazônica.
- E)floresta ombrófila.
Certa, porque o clima quente e úmido, com chuvas abundantes e pequena amplitude térmica, é típico do domínio equatorial amazônico, onde predomina a floresta ombrófila.
Gabarito: E
Aziz Ab'Saber organizou o território brasileiro em grandes domínios morfoclimáticos, isto é, áreas em que clima, relevo, solo e vegetação conversam entre si. No caso do extremo noroeste de Mato Grosso, o quadro descrito no enunciado - calor constante, muita chuva e pouca variação térmica - é típico do ambiente equatorial amazônico. Isso já acende a luzinha: onde chove muito e faz calor o ano inteiro, a vegetação tende a ser densa, alta e sempre verde. Nesse cenário, a fisionomia vegetal predominante é a floresta ombrófila, aquela floresta fechada, úmida e exuberante, com árvores de grande porte e muita biodiversidade. O termo "ombrófila" significa literalmente "amiga da chuva", o que combina perfeitamente com a faixa de 2.000 a 2.500 mm anuais indicada na questão. Em contrapartida, as formações de savana, como cerrados mais abertos ou mais densos, aparecem em áreas com sazonalidade mais marcada e menor umidade contínua. Por isso, elas não combinam com o perfil climato-vegetacional descrito para o noroeste mato-grossense. Aqui, a lógica geográfica é direta: clima equatorial úmido puxa floresta, não savana. Assim, o gabarito é a floresta ombrófila, que corresponde à cobertura vegetal típica do domínio equatorial amazônico nessa porção do estado. É a clássica associação de prova da FGV: ela descreve o clima e você identifica a vegetação que vem junto, sem truque escondido.