De acordo com a teoria da tectônica de placas, a litosfera rígida não é uma capa contínua, mas está fragmentada em um mosaico com aproximadamente uma dúzia de grandes placas rígidas que estão em movimento sob a superfície terrestre. As placas cobrem todo o globo, de modo que, se elas se separam em certo lugar, deverão convergir em outro, conservando, assim, a área da superfície terrestre. PRESS, Frank; SIEVER, Raymond; GROTZINGER, John; JORDAN, Thomas. Para entender a Terra. Porto Alegre: Bookman, 2006. (Adaptado) Sobre os princípios da teoria da tectônica de placas, segundo a qual cada placa possui uma combinação de limites transformantes, convergentes e divergentes, assinale a afirmativa correta.
- A)Em um limite divergente continente-continente, as placas deslocam-se horizontalmente uma relação à outra.
Errada, porque em limite divergente as placas se afastam, e não deslizam horizontalmente; esse comportamento é típico de limite transformante.
- B)Em um limite convergente oceano-oceano, forma-se uma fossa de mar profundo e um arco vulcânico de ilhas.
Certa, pois no limite convergente oceano-oceano ocorre subducção, formando fossa oceânica profunda e arco vulcânico de ilhas.
- C)Em um limite transformante oceano-oceano, a separação entre placas é caracterizada por uma dorsal mesoceânica com vulcanismo ativo, terremotos e rifteamento.
Errada, porque dorsal mesoceânica com vulcanismo, terremotos e rifteamento é característica de limite divergente, não transformante.
- D)Em um limite convergente oceano-continente, a placa continental entra em subducção e um cinturão vulcânico de montanhas é formado na margem da placa oceânica.
Errada, porque no limite oceano-continente quem entra em subducção é a placa oceânica, e não a continental.
Gabarito: B
A tectônica de placas explica que a litosfera está dividida em blocos que se movem e interagem nas bordas. Essas bordas podem ser divergentes, quando as placas se afastam; convergentes, quando colidem e uma pode mergulhar sob a outra; ou transformantes, quando deslizam lateralmente. É nessa dança geológica que surgem dorsais oceânicas, fossas, vulcões e cadeias de montanhas. Sem magia, só pressão, calor e muito movimento lento ao longo de milhões de anos. No limite convergente oceano-oceano, uma das placas oceânicas mergulha sob a outra em um processo chamado subducção. Como resultado, forma-se uma fossa oceânica profunda no ponto de encontro e, pelo derretimento parcial do material subducido, aparece um arco de ilhas vulcânicas. É o caso clássico de placas oceânicas colidindo e gerando uma sequência bem conhecida pela geologia. A letra B está correta justamente por descrever esse arranjo: fossa de mar profundo + arco vulcânico de ilhas em uma convergência oceano-oceano. As outras alternativas misturam características de limites diferentes, trocando subducção por deslizamento lateral ou invertendo quem afunda e quem recebe o vulcanismo. Como referência doutrinária, essa descrição é a mesma apresentada nos livros clássicos de geologia física e tectônica de placas, como o trecho citado no enunciado, que organiza os limites em divergentes, convergentes e transformantes. Em concurso, o segredo é sempre identificar o tipo de contato e lembrar a consequência geológica típica dele.